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04 de setembro de 2026
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Projeto da Lei do Regresso é retirado por 90 dias para análise jurídica em Francisco Beltrão

Proposta do vereador Tiago Correa busca responsabilizar agentes públicos por prejuízos causados por omissão comprovada

Política

por Deise Bach

câmara selo
Foto: Divulgação
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O projeto de lei que pretende regulamentar a chamada Lei do Regresso no município de Francisco Beltrão foi retirado de tramitação por 90 dias na Câmara de Vereadores. A decisão ocorreu nesta segunda-feira, após solicitação da vereadora Anelise Marx, para que sejam avaliados aspectos jurídicos e possíveis pontos de inconstitucionalidade.

O autor da proposta, vereador Tiago Correa, afirmou que considera o pedido um procedimento normal do Legislativo e disse estar disposto a esclarecer dúvidas sobre o texto. Segundo ele, o objetivo é adequar a proposta juridicamente antes que ela volte à discussão e votação.

A chamada ação de regresso já está prevista na legislação brasileira. Na prática, quando o poder público é condenado a indenizar alguém por um dano causado por uma falha da administração, pode buscar posteriormente o ressarcimento junto ao responsável, desde que sejam comprovados os requisitos legais para essa responsabilização.

O projeto pretende estabelecer essa possibilidade também no âmbito municipal, com atenção especial aos problemas relacionados às estradas rurais.

Segundo Tiago Correa, a proposta busca proteger produtores que tenham prejuízos decorrentes das más condições das vias. Entre os exemplos citados estão perdas de leite, ovos e outros produtos agrícolas quando veículos não conseguem chegar às propriedades para realizar o transporte.

Pelo texto apresentado, o produtor que identificar risco de prejuízo deverá registrar a situação junto à Prefeitura, utilizando protocolos, fotos ou vídeos para documentar as condições da estrada. A partir da comunicação, o responsável pela área teria prazo para determinar as providências necessárias.

Caso não haja atendimento, ocorra prejuízo e posteriormente a Justiça determine que o município pague uma indenização, a proposta prevê a possibilidade de o poder público buscar o ressarcimento do agente responsável, desde que seja comprovada sua responsabilidade e sejam garantidos o contraditório e a ampla defesa.

Tiago Correa afirma que a intenção não é criar uma punição automática para servidores ou secretários, mas estabelecer mecanismos de responsabilização quando houver omissão comprovada.

Com a retirada por 90 dias, o projeto terá o período utilizado para análise e eventuais adequações jurídicas. Depois disso, deverá retornar à Câmara para continuidade da tramitação.

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