Grupo RBJ de Comunicação
Grupo RBJ de Comunicação,
11 de maio de 2026
Rádios
Publicidade

Professores municipais de Palmas aprovam estado de greve

Cobrança é para prefeitura atualizar plano de carreira e aumentar proposta de reajuste salarial.

Educação e Cultura

por Guilherme Zimermann

estado_degreve
Publicidade

O Sindicato dos Professores Municipais de Palmas aprovou, em assembleia realizada nesta quinta-feira (9), o estado de greve da categoria. A medida foi tomada diante de impasses nas negociações com o município, envolvendo principalmente o reajuste salarial anual e a atualização do plano de carreira, considerado defasado.

Em entrevista à Rádio Club nesta sexta-feira (10), o assessor jurídico do sindicato, Ronilson Vincensi, explicou que o estado de greve é uma forma de alerta ao poder público e à população, indicando que uma paralisação poderá ser deflagrada a qualquer momento.

Segundo Vincensi, o principal ponto de insatisfação no momento é o projeto de lei apresentado pela Prefeitura prevendo reajuste de 2,5%, percentual que, conforme o sindicato, está abaixo do índice inflacionário.

Outro tema apontado como central é a necessidade de reformulação do plano de carreira do magistério municipal. De acordo com o sindicato, o plano atual está em vigor há cerca de 20 anos e não acompanha a realidade da profissão.

Conforme o assessor jurídico, a Prefeitura tem alegado que o município estaria próximo do limite fiscal permitido, o que impediria reajustes maiores ou mudanças significativas no plano de carreira. No entanto, o sindicato afirma que a interpretação técnica da categoria, com apoio de assessoria econômica, diverge dessa justificativa.

Ainda assim, Vincensi ressaltou que os professores demonstraram disposição para negociar, inclusive aceitando a possibilidade de parcelamento do reajuste, caso o percentual seja maior.

O sindicato informou que a Prefeitura seria oficialmente notificada sobre a decisão ainda nesta sexta-feira (10). A partir disso, o sindicato pretende ampliar as conversas com vereadores e buscar apoio do Legislativo para intermediar as negociações.

Durante a entrevista, Vincensi também afirmou que a categoria enfrenta problemas como adoecimento em sala de aula e desvalorização profissional, o que estaria contribuindo para a dificuldade de preencher vagas no município.

Segundo ele, Palmas já convocou todos os aprovados no último concurso, recorreu a horas extras e também a contratações via PSS, mas mesmo assim não conseguiu suprir totalmente a demanda. “Está se perdendo o objetivo de querer ser professor hoje. O município tem sofrido para preencher as vagas e isso é muito preocupante”, completou.

Publicidade
Publicidade
Publicidade