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17 de junho de 2026
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Prefeito de Realeza é preso por crime ambiental mas nega poluição em indústria

Paulo Cezar Casaril o “Paulo Bateria”, foi liberado após pagar fiança e afirma que água descartada não apresentava risco

Polícia

por Patrick Rodrigues

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O prefeito de Realeza, Paulo Cezar Casaril, conhecido como Paulo Bateria, foi preso na segunda-feira (25) durante uma ação da Polícia Civil por crime ambiental. O caso repercutiu fortemente no meio político, já que o gestor havia sido reeleito para o mandato 2025-2028. Após a detenção, ele pagou fiança e responde em liberdade. O Ministério Público acompanha o inquérito e cobra esclarecimentos sobre o episódio.

A denúncia aponta que água com possível contaminação por chumbo estaria sendo descartada de forma irregular em uma indústria em fase de instalação no município. Durante depoimento, Casaril afirmou que a empresa ainda não está em funcionamento, possuindo apenas autorização provisória do Instituto Água e Terra (IAT) para testes técnicos. Ele explicou que no local existem três reservatórios com água que, segundo ele, não apresentam risco de poluição.

O prefeito disse acreditar que a retirada da água de um dos tanques, flagrada durante a fiscalização, foi feita por iniciativa de um funcionário preocupado com o excesso causado pelas chuvas. “Entendo que não deveria ter sido feito dessa forma, mas não vejo motivo para preocupação, porque a indústria ainda não opera e não há contato com chumbo ou outros materiais poluentes”, declarou na oitiva.

Casaril informou ainda que pretende enviar amostras para análise laboratorial a fim de comprovar a ausência de substâncias nocivas. Para ele, o episódio decorre de um mal-entendido e não configura crime ambiental.

O processo segue em andamento e o Ministério Público deverá definir os próximos passos após a apresentação dos laudos técnicos.

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