Pomares de Palmas registram super safra de maçãs
Palmas colheu metade da produção do Paraná, confirmando o título de Capital Estadual.
Agricultura
A safra da maçã (2025/2026) em Palmas mais que dobrou em relação as 7,3 mil toneladas colhidas no ciclo anterior. Produtores locais estimavam pouco mais de 10 mil toneladas para 2026, mas colheram 16,8 mil toneladas, um aumento de 66,5%, nas variedades Eva, Gala e Fuji. Mesmo com alta produtividade, sofrem com os preços pela acentuada oferta em todo o país.
![[Grupo RBJ de Comunicação] Pomares de Palmas registram super safra de maçãs](https://rbj.com.br/wp-content/uploads/2026/06/dalanhol.jpg)
Conforme o Diretor Técnico da Associação Brasileira dos Produtores de Maçãs(ABPM), o engenheiro agrônomo e fruticultor, Ivanir Dalanhol, nos pomares de Palmas, a variedade Fuji teve uma super safra em termos de produtividade e qualidade, alcançando 5,3 mil toneladas. “Este ano, tivemos o registro de frutas com o fenômeno “pingo de mel” em que a polpa apresenta áreas translúcidas e amareladas, ricas em frutose. Mais doce e suculenta acontece devido à maturação tardia e a noites frias”, explicou.
Em nível de Paraná, a safra alcançou 29,4 mil toneladas, impulsionada pelas variedades precoces colhidas na região metropolitana de Curitiba. Com o resultado, o município de Palmas se consolida como a Capital Estadual da Maçã, colhendo, neste ano, 49.5% da produção estadual.
Já a safra nacional da maçã, com os maiores produtores em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, totaliza 1,2 milhões de toneladas, bem acima da projeção inicial da ABPM de aproximadamente 850 mil toneladas.
Explicou Dalanhol que pelo excesso de frio no ano passado, a maturação resultou em praticamente 30 dias de atraso para o início da colheita, somente, a partir de 20 de janeiro.
![[Grupo RBJ de Comunicação] Pomares de Palmas registram super safra de maçãs — Pomares em São Joaquim, Santa Catarina, ainda mantém frutos.](https://rbj.com.br/wp-content/uploads/2026/06/pomares-sao-joaquim-600x800.jpg)
Isso fez com que muitas lavouras ainda estejam com excesso de frutos no pé, mesmo com as plantas iniciando o período de dormência, todas já sem folhas, como é o caso de São Joaquim, na serra catarinense.
Conforme o diretor da ABPM, os materiais já apontam que, caso não ocorra nenhum fenômeno climático adverso, a próxima safra também será de alta produtividade.
O excesso de frutos armazenados desde a safra passada, a queda do consumo no mercado interior e o grande volume desta safra, jogam o preço pra baixo. “ Para algumas classificações, atualmente o produtor vende a caixa e a bandeja e dá o fruto de brinde”, avaliou o Diretor. A saída, é a exportação para garantir melhor remuneração aos produtores brasileiros.