Dois requerimentos para a instalação de duas Comissões Especiais de Inquérito (CEI) foram retirados da pauta da 31ª Sessão Ordinária do Poder Legislativo de Palmas, sul do Paraná, nesta segunda-feira (29). De autoria do atual presidente pretendiam apurar eventual quebra de Decoro Parlamentar por agressões físicas e verbais contra sua pessoa e outra  para averiguação de supostas irregularidades com gastos da Câmara no primeiro trimestre de 2014.

Um dos requerimentos buscava apoio dos demais vereadores para instauração imediata de CEI para apurar as denúncias de irregularidades praticadas pelo então presidente eleito, Adilson Luiz Piram(PMDB), que teria no início de seu mandado na presidência entre janeiro e fevereiro supostamente contratado serviços para reformas e melhorias da estrutura da Casa sem processo de licitação.

Ao ser questionado sobre a proposição, Piran confirmou procedeu desta forma  tendo sido orientado pela não realização de licitação em razão os valores das compras inferiores a R$ 7.000,00. “Fui instruído pelo próprio Wilmo que relatou que em 2013 também tinha contratado serviços sem licitação. Na minha ingenuidade também acabei praticando o ato. Eu não fiz licitação e fui punido por improbidade administrativa”, salientou.

Ao RBJ criticou a postura da então promotora da Comarca, Juliana Botomé, que no seu entendimento agiu por motivação pessoal contra sua pessoa e agilizou os procedimentos pedindo o seu afastamento da presidência da Câmara de Palmas, posto assumido pelo vice, Wilmo Rodrigues Correia da Silva, que agora também terá suas ações enquanto presidente em 2013 investigadas por Comissão Especial de Inquérito instalada na sessão de ontem(29). A denúncia é que também este durante sua gestão no ano passado contratou serviços superiores a 54 mil reais sem qualquer licitação ou contrato de prestação de serviços.

Piran disse estar aliviado com a ação da Justiça que determinou a investigação do ex-presidente e atual presidente interino. Disse acreditar nos membros da Comissão na apuração das denúncias. “Também faço questão que apurem as denúncias que pesam contra minha pessoa”, destacou Piran, que aproveitou a ocasião para acusar Wilmo Correia da Silva de ter fraudado notas fiscais utilizando documentos de sua própria empresa para a transação financeira com a Câmara, fato que já está, segundo ele, motivando uma ação criminal contra o atual presidente do Legislativo.

QUEBRA DE DECORO

Outra CEI pretendia apurar a quebra de decoro praticada pelo vereador Alberto Thaler(PTB) que na sessão do dia primeiro de setembro  se envolveu  num bate boca com agressões verbais com palavras de baixo calão e tentativa de agressão física. Na ocasião Thaler – Abe da Tirol – denunciou o atual presidente por uso indevido de programa radiofônico somente para tecer críticas a outros vereadores.  Em relação a intenção do presidente, o vereador Thaler disse ao RBJ e à reportagem da Club AM que não iria se pronunciar sobre o fato nesse momento.