A Secretária de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação, Fabíola Lazaretti Delavy, esclareceu nesta sexta-feira(15) sobre as supostas irregularidades na aplicação de recursos para reforma do prédio para o Centro Empresarial do Sudoeste Dr. Albino Kluge. Através de seus advogados, emitiu Nota de Esclarecimento, salientando que todos os procedimentos obedeceram a Lei de Licitações. Negou que tenha vendido passagens aéreas a servidores públicos, através da agência de viagens de propriedade de seus familiares. Por fim,  questionou sobre os interesses em ano eleitoral.

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“A quem interessa o patrocínio de uma ação judicial infundada”, peguntou a Secretária.

As supostas irregularidades foram apresentadas via Ação Popular, movida pelo cidadão, José Volni Lara, que requeria, em caráter de urgência, a decretação de sigilo dos autos, inspeção judicial do Centro Empresarial e afastamento imediato da Secretária de suas funções, bem como, o ressarcimento aos cofres públicos dos recursos utilizados, tanto para a reforma quanto para o pagamento das supostas passagens.

O Poder Judiciário da Comarca de Palmas não concedeu liminar proposta. O Ministério Público manifestou-se pelo indeferimento do pedido de afastamento e decretação do sigilo. Entretanto, ficou determinado judicialmente que a Prefeitura Municipal juntasse aos autos as notas de empenho, requisição de compras, ordem de pagamento e notas fiscais, correspondentes procedimentos licitatórios, procedimentos de dispensa, contrato de prestação de serviços e de aquisição de bens ao Centro Empresarial do Sudoeste Albino Kluge.

Afastada de suas funções para tratamento de saúde, a Secretária relatou que tomou conhecimento das denúncias através da imprensa. Defendeu que o Centro Empresarial é necessári  para cumprir com a missão institucional de auxilio às forças produtivas, oferecendo o estímulo para processo de desenvolvimento sustentável.

Informou que toda a reforma do prédio foi feita por corpo técnico do município e que todas as aquisições de materiais obedeceram  processos licitatórios e através de doações de empresários.

A Nota também enfatiza que não há qualquer investigação a cerca de possíveis irregularidades sobre a reforma por parte dos órgãos de controle, internos e externos( Ministério Público, Tribunal de Contas, Câmara de Vereadores). Avaliou que trata-se de uma ação judicial infundada com o objetivo de atacar a execução de uma obra relevante. Conforme a defesa,  a Secretária deverá buscar reparar os danos contra sua pessoa, na esfera judicial.