Será que o nosso país tem jeito?

Vivemos, no Brasil, uma crise de profundidade e amplitude sem precedentes. Profundidade por ser extremamente grave, e ampla por ser, além de uma crise política, uma crise econômica, ética e de esperança.

É hora de reflexão. Se estivéssemos sob o sistema parlamentarista, a saída seria rápida com a eleição de um novo primeiro ministro, que tivesse o apoio e a confiança do Congresso e da sociedade. Mas por outro lado, alguém poderia questionar: mas parlamentarismo com Eduardo Cunha e Renan Calheiros manobrando o Congresso? E não deixaria de ter uma boa dose de razão.

A realidade é que no caminho que estamos, o ritual é longo e doloroso. Mais demora, mais desemprego, perda de benefícios sociais, diminuição crescente do Produto Interno Bruto, e até o surgimento de doenças epidemiológicas, típicas de países subdesenvolvidos. O atual governo não tem nenhum projeto econômico, não tem mais nenhuma perspectiva. Por isso, nesse momento, o pior cenário seria a continuidade de Dilma na presidência da república, pois ela perdeu completamente a liderança. Apesar das poucas alternativas, precisamos buscar a saída dentro das regras do nosso país. Mas, definitivamente, chega de pagarmos os custos com mais impostos, com mais e mais sacrifícios por parte da população. Precisamos fazer um corte profundo no tamanho e nos gastos da máquina pública, eliminando empresas estatais, cargos no executivo, custos do legislativo, do judiciário, do Ministério Público e dos Tribunais de Contas.

Vejo, também, que outra grande lição que ficou evidente é a necessidade de haver a rotatividade no poder. A reeleição para o executivo precisa acabar, pois em função disso a maquiagem foi total, medidas importantes não foram tomadas a tempo e algumas atitudes adotadas tiveram cunho populista e eleitoreiro, o que agravou em muito a situação. Preciso registrar, ainda, que no legislativo também é preciso limitar as reeleições a dois, no máximo três mandatos, aí sim teríamos rotatividade maior de pessoas e ideias.

Toda dificuldade cria oportunidades. Que este seja o momento de fortalecermos nossos valores que estão combalidos. A ética, o respeito, o patriotismo e os deveres de cada cidadão. Especialmente no poder público, racionalidade e transparência. Assim, poderemos voltar a pensar em um futuro positivo, pois o Brasil tem um enorme potencial.

Deputado Estadual Reichembach