A prefeita de Quedas do Iguaçu foi processada pelo Ministério Público do Estado por ter inaugurado uma obra com uma placa repleta de críticas a seus antecessores. A inscrição estava no Parque Aquático Municipal de Quedas do Iguaçu, que abriu em dezembro do ano passado.

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Placa havia sido afixada na prainha artificial, reinaugurada em dezembro de 2018. Foto de divulgação

Na placa, que marca a abertura do local, a prefeita Marlene Fátima Revers (Pros) escreveu o seguinte:“Construído pelo prefeito Vitório Revers, abandonado pelo prefeito Gelmar Chmiel; destruído pelo prefeito Edson Prado; reconstruído pela prefeita Marlene Revers”. Para a promotoria, a placa configura improbidade administrativa e um ato de proselitismo político. Na ação, ajuizada na semana passada, o promotor Bruno Rinaldin diz que a placa é “um ato de promoção pessoal”, e que viola os princípios de impessoalidade da gestão pública.

O primeiro prefeito citado na placa, Vitório Revers, é marido da atual prefeita e também secretário da Administração de Quedas do Iguaçu. Em entrevista à imprensa local, o secretário, que participou da inauguração do parque, disse que nada do que estava na placa era mentira. Ele afirmou que só tiraria a placa com ordem judicial, e que iria defendê-la com o seu sangue. A placa acabou sendo retirada do parque poucos dias depois da inauguração, em dezembro do ano passado, após uma decisão liminar da justiça.

Nossa reportagem não conseguiu contato com a atual prefeita, que também não constituiu defesa no processo. O Ministério Público pede a condenação dos gestores por improbidade administrativa e o pagamento de multa aos cofres públicos. A ação corre na Vara da Fazenda Pública de Quedas do Iguaçu.

da redação, com informações da Rádio Banda News FM