Dos 30 deputados que representam o Paraná na Câmara Federal, 20 posicionam-se de forma favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. Na tarde de ontem (06), o relator da comissão especial da Câmara, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), apresentou parecer favorável à abertura do processo de afastamento da presidente.

Para o parlamentar, a denúncia apresentada pelos juristas Hélio Bicudo, Janaina Paschoal e Miguel Reale Junior, preencher todas as condições jurídicas e políticas para ser aceita. Se o plenário da Câmara aprovar a abertura do processo, o julgamento do impeachment será encaminhado ao Senado.

Um dos pontos principais em que o pedido de afastamento da presidente se baseia são as chamadas pedaladas fiscais, nome dado ao atraso do repasse pela União aos bancos públicos do dinheiro para pagamento de pagar benefícios sociais de diversos programas federais. A prática é interpretada por alguns como um empréstimo dos bancos ao Tesouro, o que é vedado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

A votação do relatório apresentado por Jovair Arantes deve ocorrer na segunda-feira (11). Em caso de aprovação pela comissão do impeachment, a matéria segue para votação em plenário. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, dos 65 integrantes da Comissão Especial, 32 manifestam-se favoráveis ao impedimento; 20 são contrários; 10 estão indecisos e 3 não revelaram seus votos. São necessários 33 votos para que o parecer seja aprovado.

No plenário são necessários pelo menos 342 votos dentre os 513 deputados para que a abertura do processo seja autorizada e encaminhada ao Senado, que é o responsável por determinar se a presidente cometeu ou não crime de responsabilidade.

Da bancada paranaense Alex Canziani (PTB), Alfredo Kaefer (PSL), Christiane Yared (PR), Diego Garcia (PHS), Dilceu Sperafico (PP), Evandro Roman (PSD), Fernando Francischini (SD), Fernando Giacobo (PR), Leandre Dal Ponte (PV), Leopoldo Meyer (PSB), Luciano Ducci (PSB), Luiz Carlos Hauly (PSDB), Luiz Nishimori (PR), Nelson Padovani (PSDB), Marcelo Belinati (PP), Osmar Serraglio (PMDB), Rubens Bueno (PPS), Sandro Alex (PPS), Takayama (PSC) e Paulo Martins (PSDB) são favoráveis ao impeachment de Dilma Rousseff.

Ênio Verri (PT), Nelson Meurer (PP), Toninho Wandscheer (PROS) e Zeca Dirceu (PT) manifestam votos contrários ao afastamento, enquanto que Assis do Couto (PDT) e Ricardo Barros (PP) dizem estar indecisos sobre a votação. Barros é um dos cotados para assumir o Ministério da Saúde, em meio à reforma que deverá ser promovida pela presidente após o anúncio da saída do PMDB da base governista.

Os deputados peemedebistas João Arruda, Sérgio Souza e Hermes Parcianello não manifestam os seus votos. Por sua vez, o deputado Aliel Machado (REDE), integrante da Comissão Especial do impeachment, declarou ao RBJ que deverá votar contrariamente ao afastamento e defende uma nova eleição para os cargos de presidente e vice da república.