Pela primeira vez, em mais de dois meses de exibição, o quadro “Os Prefeituráveis” da Rádio Onda Sul FM teve uma presença feminina. A entrevistada desta sexta-feira (02) foi Jovelina Chaves, assessora da Deputada Federal Leandre Dal Ponte (PV). Nesse quadro, a emissora abre espaço em sua programação jornalística para entrevistar os prováveis candidatos a prefeito de Francisco Beltrão nas eleições de 2020.  A intenção da emissora é desde já, promover um debate e tornar a população ciente dos prováveis nomes e propostas.

O quadro vai ao ar as sextas-feiras, as 09h15, e cada convidado tem direito a 10 minutos de entrevista, com a oportunidade de responder dois questionamentos. Antes de Jovelina Chaves, foram entrevistados, o Vereador, Leo Garcia (PSC), Vereador, José Carlos Kniphoff (PDT), o ex-vice-Prefeito, Eduardo Scirea (PT), o Vereador, Aires Tomazoni (MDB), o Odontólogo, Talles Vanderlinde (Partido Novo), o Advogado Fernando Biava (Patriota), o Engenheiro Civil, Ademir Schwartz (atualmente sem partido) e o ex-vereador, Jocemar Roberto Madruga (PDT).

Jovelina gravou sua participação, justificando que não foi possível se fazer presente ao vivo, devido a compatibilidade de horários e agenda.

– A senhora gostaria de disputar eleição para a prefeitura?

“Eu nasci em Vista Alegre, município de Enéas Marques, meu pai foi prefeito por seis anos e eu convivi com a política desde criança. Há 40 anos fixei residência em Francisco Beltrão. Nós temos inúmeras mulheres com capacidade, competência e íntegra para ocupar essa função. 44% das filiações aos partidos são de mulheres, não dá para dizer que a mulher não tem interesse por política, ela precisa é de oportunidade. Nós temos projetos sim para Francisco Beltrão e inclusive no nosso partido existem mais nomes com boas idéias e bons projetos, eu torço para que outras mulheres se posicionem também usando este espaço. Estamos abertos para fortalecer essa construção com aqueles que tenham compromissos verdadeiramente com a nossa cidade”.

– Caso seja eleita ao cargo máximo para a prefeitura de Francisco Beltrão, o que a senhora acha que o município está precisando hoje?

“Francisco Beltrão possui grandes fortalezas no seu território municipal, começando pelas pessoas. Temos um polo universitário que é um gerador de produção científica que se potencializado através de uma política pública municipal poderá se tornar um grande propulsor de desenvolvimento econômico. Existe e está instalado em nossa cidade uma capacidade incrível de ativos tecnológicos que se incentivado com uma política pública, poderemos despontar nacionalmente em inovações e novas tecnologia em diferentes segmentos. Temos capacidade de sobra em software, em serviços de TI, comunicação, games e tantos outros, nós precisamos fomentar a economia criativa, é necessário criar ambientes favoráveis para a inovação, podemos nos tornar um polo inovador com alta proporção de pesquisadores, isso gera renda e movimenta a economia e posiciona a cidade. Dentro da economia criativa nós temos um oceano de possibilidades em nosso município. Podemos explorar o turismo, gastronomia, arte, a cultura, arquitetura, música, expressões culturais, a biotecnologia, designer, entre outros. Temos a cadeia produtiva do leite que diga-se de passagem, que o pequeno produtor está com “a corda no pescoço” e nós precisamos pensar coletivamente e arrumar uma solução para essa questão. As possibilidades são muitas, nós podemos promover uma articulação pública privada e pensar em ações para o futuro da nossa cidade. Sabemos que os recursos do município são limitados, mas podemos criar programas de incentivo a produção agrícola para a permanência na propriedade, sei que já existe muitas iniciativas mas precisamos fortalecer mais a cadeia da agricultura familiar, pensar em um mercado municipal para abarcar toda a produção desse segmento, não só agrícola, mas capacitando e qualificando todos os produtos e serviços para se tornar uma referência regional e estadual em algumas frente. Fortalecer empreendedores da indústria, comércio e serviços, micros, pequenos e MEIs que a gente já contribuiu também com isso e sabe que continua esse o apoio. Devemos atrair empresas de alta tecnologia e valor agregado, pensar coletivamente em programas para fortalecimento em cuidados para com o meio ambiente e precisamos preparar a nossa cidade para o envelhecimento ativo, ouvir a dor desse cliente idoso. Pensar no envelhecimento rural e urbano é uma questão urgente e claro, educação e saúde são premissas de uma gestão, sempre!” Afirma Jovelina.

Confira o áudio na íntegra: