Os vereadores de Clevelândia repercutiram durante sessão ordinária desta segunda-feira (30), reportagem da Rádio Club de Palmas/RBJ sobre projeto de iniciativa popular para a extinção dos subsídios pagos aos parlamentares clevelandenses.

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Ao fazer uso da tribuna livre, o vereador Darci Maia, citando entrevista concedida pelo presidente do Sindicato Patronal Rural, Ari Reisdoerfer, à Rádio Club/RBJ, afirmou não concordar com os argumentos apresentados, destacando ter sido eleito democraticamente pelo povo de Clevelândia. O presidente sindical, inclusive, estava presente na sessão.

Também na tribuna, o vereador Luciano Loyola disse ter ficado indignado com as declarações do presidente sindical, considerando-se “injustiçado” diante do exposto.

Assim como o presidente do Legislativo de Clevelândia – que também em entrevista à Rádio Club, disse não ter conhecimento dos valores pagos aos vereadores antes de assumir o cargo -, Loyola afirmou ter sido eleito “sem saber o valor, sem saber se ganhava ou não ganhava, mas foi escolhido pela população”, avaliando que tem representado a sociedade “dignamente”.

Por sua vez, Antonio Celso Borges Felisberto, disse não estar contente com a situação, pois a Câmara é composta por “defensores da comunidade”, afirmando que tem capacidade de ocupar o cargo de vereador e discutir assuntos que norteiam o município, contrapondo declarações do presidente do Sindicato Rural.

Em seu pronunciamento, Edson Luiz Modena pontuou que a Câmara não foi procurada para a formulação do projeto. Salientou ainda que, o seu “salário de, aproximadamente R$ 4,3 mil, não o deixa rico, pois a maior parte é gasto em contribuições com o comércio, escolas e eventos”.

O vereador também cobrou críticas ao Poder Executivo, pontuando gastos da prefeitura com cargos comissionados e afirmou ser favorável à  redução da remuneração para agentes políticos. “Eu seria favorável ao pagamento de um salário mínimo, mas para o prefeito e vice, no mesmo projeto e proibindo também a contratação de cargos em comissão”, disse. Na oportunidade, antecipou que votará contrariamente, caso o projeto de iniciativa popular ingresse na Câmara.

O presidente do Legislativo, Valdeci Fernandes de Ávila, também utilizou a Tribuna, citando episódios de gestões anteriores, pontuando que não houve manifestações do Sindicato Rural. O parlamentar reafirmou sua posição manifestada em entrevista à Rádio Club, defendendo os subsídios que são pagos aos representantes da Câmara.