Bandeira disputou o Governo do Estado em 2014, obtendo 13,7 mil votos (Foto:Divulgação)
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Bandeira disputou o Governo do Estado em 2014, obtendo 13,7 mil votos (Foto:Divulgação)

A Polícia Federal (PF) prendeu na manhã desta quarta-feira (11), em Santo Antônio do Sudoeste, no Sudoeste do Paraná, o advogado Túlio Bandeira. Ele era considerado foragido e estava sendo procurado pela PF desde o dia 15 de dezembro, quando foi deflagrada a 5ª fase da Operação Pecúlio.

O advogado é suspeito de participar de um esquema de corrupção na prefeitura de Foz do Iguaçu, no Oeste do Estado. Ele foi transferido e chegou à delegacia da PF de Foz por volta das 12h30. Os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão foram cumpridos por volta das 7h30 por policiais federais de Foz do Iguaçu e de Dionísio Cerqueira, em uma propriedade na Linha São Domingos, interior de Santo Antônio do Sudoeste, terra natal de Bandeira. A Polícia Internacional (Interpol) também já havia sido alertada de que Túlio Bandeira estava foragido.

No ano passado, Bandeira disputou as eleições para a prefeitura de Foz do Iguaçu, pelo PROS (Partido Republicano da Ordem Social). Durante a campanha ele foi preso pela Polícia Civil do Mato Grosso por suspeita de associação criminosa. Em 2014, ele concorreu ao Governo do Paraná pelo PTC (Partido Trabalhista Cristão), conquistando 13,7 mil votos.

Na 5ª fase da operação Pecúlio, foram cumpridos 28 mandados de prisão expedidos pela Justiça Federal. Entre eles estão os dirigidos a 12 dos 15 vereadores de Foz do Iguaçu – dez permanecem presos. O grupo é investigado, entre outros, por suspeitas de receber uma espécie de “mensalinho” em troca de apoio político a projetos de interesse da prefeitura.

As investigações da PF que levaram à deflagração da Operação Pecúlio, no dia 19 de abril de 2016, indicam um esquema de corrupção na Prefeitura de Foz do Iguaçu envolvendo fraudes em licitações para a contratação de obras e de serviços na área da saúde.

De acordo com o MPF, a organização criminosa era comandada pelo prefeito afastado Reni Pereira (PSB), que chegou a cumprir prisão domiciliar por 106 dias. Doze presos preventivamente deixaram a prisão depois de assinarem acordos de delação premiada. Além de empresários e do prefeito, foram presos secretários, diretores e servidores de carreira.

No total, três dos 85 réus da ação penal que resultou da operação permanecem presos. Eles respondem, entre outros, pelos crimes de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, organização criminosa e fraude em licitações.