Presidenta Dilma Rousseff durante declaração à imprensa. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
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Presidenta Dilma Rousseff durante declaração à imprensa. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff (PT) se pronunciou pela primeira vez, na tarde desta segunda-feira (18), após os deputados votarem por 367 votos a favor a abertura do processo de impeachment. Ao decorrer de 30 minutos, a presidenta destacou várias vezes que se sente injustiçada.

“Eu queria dizer que hoje me sinto injustiçada. Esse é um processo que não tem base de sustentação. E é por isso que me sinto injustiçada”.

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A presidenta falou que acompanhou os votos, “eu assisti ao longo da noite todas as intervenções e não vi uma discussão sobre o crime de responsabilidade, que é a única maneira de se julgar um presidente da República do Brasil, assim a constituição prevê”.

Dilma voltou a afirmar, “não há contra mim, nenhuma acusação de desvio de dinheiro público, acusação de enriquecimento ilícito. Eu não fui acusada de ter contas no exterior, por isso me sinto injustiçada”. Destacou que continuará a defender a democracia e seu mandato, “a democracia é sempre o lado certo da história, e isso quem me ensinou foi à história do meu país. Foram milhares de pessoas que ao longo da minha geração lutou pela democracia, pode ter certeza vou continuar lutando e vou enfrentar todo o processo. Vou participar e me defender junto ao senado”.

 

Trâmite

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), entregou hoje (18) os documentos do processo de impeachment para o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). A previsão é que o documento seja lido na sessão desta terça-feira (19) aos demais senadores.

Caso 54 dos 81 senadores votem favoráveis ao impeachment, a presidenta será afastada por até 180 dias, enquanto o Senado analisa o processo em si, e define se Dilma terá o mandato cassado. Caso não seja comprovado nada nesse período, Dilma volta ao posto de o Presidente.