Foto: Gelson Bampi
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O arcebispo de Curitiba, Dom José Antônio Peruzzo, avaliou que “é preciso não combater adversários, mas buscar o que é melhor para o país”, ao falar sobre a situação política do país, em uma reunião na manhã de quinta-feira (17), na sede da Federação das Indústrias do Paraná (FIEP). Segundo ele, “não parece que nesses últimos dias os caminhos em benefício do futuro do país tenham sido a grande inspiração das escolhas e das opções”, sobre os últimos acontecimentos em Brasília.

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Com o objetivo de buscar um posicionamento conjunto que demonstre a insatisfação em relação à forma como o país vem sendo conduzido, o encontro reuniu representantes de entidades da sociedade civil organizada, que decidiram elaborar um manifesto conjunto em repúdio à nomeação do ex-presidente Lula no ministério da Casa Civil e pedindo o andamento do processo de afastamento da presidente.  O presidente da FIEP, Edson Campagnolo, explicou que as entidades apoiam o andamento do processo no Congresso Nacional, desde que respeitados todos os aspectos legais e constitucionais, mas defendeu também, que a presidenta renuncie ao cargo.

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A reunião teve a participação de inúmeras entidades representativas do setor produtivo e de classe do Estado. Entre elas, Fecomércio, Fetranspar, ACP, Faciap, OAB-PR, Aecic, sindicatos empresariais de vários setores industriais, além de instituições que representam categorias como engenheiros, contabilistas e agrônomos. O manifesto das entidades deve ser publicado nos principais veículos de imprensa do Paraná até este fim de semana. Além disso, elas pretendem formar um grupo de lideranças para ir até Brasília e entregar o documento a todos os parlamentares da bancada paranaense no Congresso Nacional.

Foto: Ayrton Vignola/Fiesp
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Ainda na quinta-feira (17), Campagnolo participou de uma reunião na sede da FIESP (Federação das Indústrias de São Paulo), onde cerca de 300 federações, associações e outras entidades manifestaram apoio ao impeachment da presidente. Em seu discurso, o presidente da FIEP detacou a união do setor produtivo e de classe do Paraná e afirmou que, diante da gravidade do momento atual, é necessária uma grande mobilização de toda a sociedade brasileira.

"Nós temos um vice-presidente, que na ordem constitucional deve receber esse posto da presidência", declarou Campagnolo. Foto: Gelson Bampi
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“Não podemos esperar mais três anos para findar esse governo”, declarou Campagnolo. Foto: Gelson Bampi

Em entrevista à Agência Estado, Campagnolo sinalizou apoio a um eventual governo de Michel Temer (PMDB), vice-presidente da República, no caso de impeachment de Dilma. “Quando olhamos para frente, não conseguimos enxergar uma luz no final do túnel, mas nós temos um vice-presidente, que na ordem constitucional deve receber esse posto da presidência”, afirmou, dizendo ainda que “qualquer grupo político que dentro da ordem constitucional vier a assumir, daremos um voto de confiança porque não podemos esperar mais três anos para findar esse governo”.