A semana começou agitada em todo o Estado e principalmente na Assembleia Legislativa do Estado do Paraná – ALEP. A greve dos professores levou milhares de profissionais da educação para as ruas dos municípios reivindicando que o governo volte a traz e retome algumas normas do pacotaço imposto pelo mesmo na ultima semana. Entre as mudanças esta a carreira propostas pelo governador dentro do pacote de medidas de austeridade anunciado na ultima  quarta-feira (4). Duas delas afetam todo o funcionalismo do estado: a extinção do quinquênio – a cada cinco anos, os servidores recebem um acréscimo de 5% do salário – e a criação de um teto da previdência estadual, de R$ 4,6 mil. Outras cinco mudanças afetam exclusivamente o magistério.

A movimentação já começou nesta segunda feira (9) em Curitiba, e promete se estender até amanhã na hora da votação da ALEP. Os professores estão organizando caravanas para fazer o protesto em frente assembleia durante a votação.

Pela manhã o Deputado Estadual Nelson Luersen (PDT), comentou na Radio Difusora América sobre a votação do funcionalismo público, e comparou que esta mobilização pode ser confrontada até mesmo com aquela votação da venda da Copel, que causou muitos transtornos a época, “essa votação de amanhã, se vier para assembleia, eu espero que o governo retire o projeto! Vai ser igual aquela da venda da Copel. Vai ser assim uma votação tumultuada, truculenta e com razão o não poderia ser diferente, povo esta reivindicando esta na rua”.

As aulas não começaram nesta segunda feira, e não tem previsão de volta até que o governo se pronuncie aos professores.