Assis do Couto (PDT, deputado federal. Foto: Alexandre Amarante
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Assis do Couto (PDT, deputado federal. Foto: Alexandre Amarante

Após quase trinta anos filiado no Partido dos Trabalhadores (PT), e uma breve passagem pelo recém-criado Partido da Mulher Brasileira (PMB), a partir do dia 8 de março de 2016, estou filiado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT). Minha mudança de partido não se constitui novidade para aqueles que acompanham nosso mandato parlamentar e minha vida pública. Contudo, esse fato se realiza num momento de extrema gravidade da vida política do nosso País.

A crise política se caracteriza por uma completa desarticulação do governo com o Congresso Nacional e com a sociedade. A presidente Dilma herdou, já no seu primeiro mandato, conceitos e práticas políticas danosas a nossa república: A ideia de um único partido político hegemônico na esquerda brasileira; as alianças políticas contraditórias ao projeto que se propunha executar e atitudes nada republicanas de lideranças influentes nos partidos da base e no interior do governo são aspectos que carecem de uma análise profunda. Esses equívocos, uma vez não solucionados no interior dos seus partidos e do governo, construíram um ambiente de completa insegurança político-institucional e a entrada em um ciclo vicioso que afetou a economia brasileira. Esse cenário deu à oposição e à grande mídia elementos para desconstruir a imagem do atual governo. Importante registrar que é crescente na sociedade e no Congresso Nacional uma vontade conservadora que se mistura com ódio de classe daqueles que querem ir além: abreviar o mandato da presidente e buscar a desmoralização de um projeto político construído ao longo dos anos.

A crise econômica que enfrentamos é fruto de decisões erradas do governo. Acredito que não seja por convicção, mas com atitudes forçadas pelas circunstancias da crise política, o governo faz o caminho na contramão do desenvolvimento e do necessário crescimento. As altas taxas de juros (maiores do mundo) drenam bilhões que deveriam alavancar a produção e manter os programas sociais. Sem uma mudança radical na política econômica que derrube as atuais taxas de juros e mexa no lucro dos bancos, o ajuste fiscal e a reforma da previdência se tornam inúteis e constituem uma injustiça contra os mais pobres. Ainda, ao permanecer a primazia do capital financeiro especulativo sobre a produção de riquezas o pais vai gerar mais desemprego e desajuste fiscal! Esse é um ciclo vicioso que precisamos superar com urgência.

O projeto político que a sociedade brasileira escolheu nas últimas eleições nacionais foi uma conquista da democracia, que nos cabe preservar e fortalecer. Entre outas coisas, o povo brasileiro viu as universidades públicas e as escolas técnicas chegarem perto de suas residências, creches e escolas serem construídas; os agricultores familiares receberam crédito barato, habitação, garantia de preços e a energia elétrica chegou aos rincões; os empregos aumentaram e o País saiu do mapa mundial da fome com a inclusão de mais de 40 milhões de brasileiros que saíram da pobreza extrema.

O meu ingresso no PDT se deu com base em uma identidade conceitual e programática da minha história de vida e dos ideais e práticas do partido. Tenho clareza que no PDT posso ajudar esse País a superar a crise política e terei liberdade para enfrentar o debate das reformas e do modelo econômico. No PDT poderei andar de cabeça erguida no apoio às eleições municipais de 2016 e trabalhar firme num projeto para o Estado do Paraná com a pré-candidatura do Osmar Dias e no projeto nacional com Ciro Gomes para presidente.

Ainda, no PDT o nosso mandato continuará presente na defesa da agricultura familiar e seus direitos, do cooperativismo como organização sócio econômica essencial, do sindicalismo como ferramenta de luta e na defesa de políticas públicas de saúde, educação e infraestrutura para os pequenos municípios e o desenvolvimento regional.