Membro da Comissão do impeachment, o deputado paranaense, Aliel Machado, defendeu na manhã desta quarta-feira (06) uma nova eleição para os cargos de presidente e vice da república. A posição do parlamentar segue orientação do seu partido, a Rede Sustentabilidade. Na opinião do parlamentar o impedimento do atual governo não resolverá o atual quadro político, pois os agentes da linha sucessória também estão mergulhados no lamaçal da corrupção.

Ao ser entrevistado pelo RBJ/Rádio Clube,  Machado que integra grupo ai elaborar o parecer sobre o impeachment antes de o processo ser votado no plenário da Casa, disse além da presidente Dilma, a qual avaliou sem mais condições de governar o Brasil, é necessário levar em conta que o vice, Michel Temer também é citado nas investigações da Lava Jato.

Se ambos forem impedidos de continuar governando, a presidência da república recairia ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Lembrou que ainda em 2015 assinou o pedido de abertura de processo por quebra de decoro contra o presidente da Câmara, sob acusação de ter mentido durante depoimento na CPI da Petrobras, quando disse que não possuía contas além das que havia declarado, o que é considerado quebra de decoro. Na mesma condição estaria o presidente do Senado, Renan Calheiros. “Caso haja o impedimento da presidente e a permanência de Temer em seu posto, o PMDB sentaria sobre os cargos do Executivo e Legislativo brasileiros e impediria o julgamento de todos os partidários e aliados envolvidos nos citados escândalos.

Para ele, somente uma nova eleição abre a possibilidade constitucional de uma repactuação com a sociedade e que o caminho do impeachment vem sendo defendido somente por aqueles que tem receio de um novo governo que poderia mudar o quadro do pais. Defendeu que a presidente Dilma Roussef deveria ter a grandeza de reconhecer a insustentabilidade de seu governo e através de uma Proposta de Emenda Constitucional convocar uma nova eleição geral.

Reconhece, entretanto, que isso não seria facilmente aprovado pois nenhum deputado ou senador votaria pela redução de seus mandatos neste momento. Na sua avaliação, o julgamento das eventuais irregularidades atribuídas á Dilma Roussef deveria ocorrer pelo Tribunal Superior Eleitoral(TSE) e caso houvesse condenação, a cassação do mandato tanto da presidente, quando de seu vice. Isso permitiria uma nova eleição somente para estes cargos. Recomendou aos brasileiros que fiquem atentos e façam uma profunda avaliação em tudo o que ouvem a respeito do atual cenário