As vendas no comércio do Sudoeste do Paraná acumularam queda de 5.23% nos primeiros sete meses deste ano em relação a igual período do ano passado, apesar do aumento no mês de julho de 8.27% em relação ao mês anterior. É o que mostra a Pesquisa Conjuntural da Federação do Comércio do Paraná(Fecomércio).

As compras tiveram o mesmo comportamento, com queda de 4.8% no comparativo 2015/2016 e aumento de 1.95% no mês de julho. Mesmo com o aumento nas vendas a folha de pagamento apresenta saldo negativo de 1,87% e o nível de emprego regional manteve-se negativo em 1.71% no último mês pesquisado e – 8.6% no comparativo anual, período em que apenas os setores de autopeças, supermercados, materiais de construção e farmácias  mantiveram índices positivos.

No mês de julho deste ano, entretanto, móveis, calcados e materiais de construção foram os que apresentaram as menores movimentações no comércio da região, levando-se em conta as praças de Francisco Beltrão e Pato Branco.

Conforme a Assessoria Econômica da Fecomércio, quando do levantamento, o país ainda aguardava as decisões políticas em nível nacional em relação à presidência da república. Atualmente, o que se verifica na conjuntura econômica interna, em termos de indicadores predominantes é um cenário de crise e de recessão, que vem se intensificando desde final de 2014 e ampliou-se em 2015. Para 2016, todas as previsões apontam continuidade das restrições para toda a economia, influenciada pela elevação do desemprego e a redução na criação de novas oportunidades de trabalho, aos quais se vinculam a redução da demanda, queda do poder de compra e da massa de salários. Esse cenário dificulta vendas e estimula o encalhe de mercadorias no comércio e na indústria. Isso pode contribuir para uma amenização do processo inflacionário, mas combinado ao quadro recessivo, poderá levar a uma deflação, que poderá resultar em mais encalhe com preços menores. “Uma combinação de deflação com estagflação no qual quem perde é o país e a estrutura produtiva”, avalia.

O sistema de produção, diante das incertezas predominantes e do ambiente recessivo decide por adiar investimentos ou simplesmente cancelar inversões programadas anteriormente. O raciocínio dos empresários segue a tendência de que em 2016 a situação da economia e do mercado não irá melhorar o suficiente para justificar ampliação do capital investido, simplesmente por que não haverá demanda adicional suficiente, em um contexto de elevação dos estoques.