Embora o Tribunal Regional Eleitoral(TRE) tenha decidido pela permanência do prefeito de Palmas no cargo, via Ação Cautelar, a condição não é definitiva e nem mesmo estão descartados novos fatos políticos e jurídicos no município nos próximos dias. Isso porque ainda tramitam na Justiça Eleitoral da Comarca sete processos sob o fundamento de prática de captação ilícita de sufrágios(compra de votos) nas eleições de 2012, envolvendo o atual prefeito, bem como o candidato derrotado no pleito, Hilário Andraschko, que estaria assumiráa prefeitura, caso haja a confirmação da sentença de cassação de João de Oliveira na suprema Corte Eleitoral, em Brasília. Além dos concorrentes ao executivo, há processos sob o mesmo fundamento de compra de votos, que envolve vereadores.  

A complexidade do cenário local, bem como a sequência dos fatos, foi explicado pela Juiza Eleitoral, Camila Scheraiber Polli, na tarde de ontem(07) logo após ser comunicada do deferimento da liminar pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral, Desembargador Rogério Coelho, quando já encaminhava procedimentos para cumprir a decisão pelo afastamento do prefeito João de Oliveira e o vice, Nestor Mikilita, a partir das decisões do Tribunal, que cassou os registros de candidaturas, tornando nulos todos os votos a eles dirigidos nas urnas. “A  liminar do TRE suspendeu a decisão”, disse a juíza.

Informou que em relação aos processos que tramitam na Comarca, por orientação da Corregedoria Eleitoral deverá apreciar e emitir a sentença em 20 dias. Enquanto isso em Brasília, estará sendo apreciado o Recurso Especial Eleitoral que busca o definitivo efeito suspensivo da decisão do TRE/PR. 

Caso o TSE mantenha a decisão pelo afastamento do prefeito João de Oliveira será então dada posse ao ex-prefeito Hilário Andrasckho, visto que os votos obtidos pelo candidato eleito não alcançaram os 50%, conforme contagem já feita pelo Cartório Eleitoral. Na sua avaliação, o trâmite em Brasília deve ser rápido, embora não saiba precisar o tempo, visto que não há prazo previsto em lei.

Ouça entrevista concedida ao repórter Alencar Pereira