Foto: Assessoria
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Nesta quarta-feira (03), aconteceu na Comissão Especial da Reforma da Previdência, na Câmara dos Deputados, a votação do parecer do relator da matéria. O texto-base do relatório foi aprovado por 23 votos favoráveis a 14 votos contrários ao relatório. Eram necessários, pelo menos, 19 votos favoráveis para a aprovação. O deputado Assis do Couto, em conformidade com suas convicções pessoais, e também com a orientação do PDT (Partido Democrático Trabalhista) votou contra o relatório. O relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), leu o parecer no período da manhã, mas a votação do relatório aconteceu apenas à noite. Após uma invasão do plenário por agentes penitenciários, a votação dos destaques ao texto deve ficar para a semana que vem.

“Eu sempre afirmei que, nesta comissão especial, o governo tinha maioria. Porque com 19 votos já aprovaria. O governo fez mudanças. Mudou 5 deputados na última hora. Deputados que votariam contra o projeto e que são dos partidos da base do governo. O governo ameaçou e retirou cargos indicados por deputados que tinham votado contra a reforma trabalhista. E sabia que estes deputados votariam, também, contra a reforma da previdência. O governo intimidou, barganhou, chantageou os deputados e forçou uma maioria que ele precisava nesta comissão. Portanto, no plenário, não é maioria simples. Dos 513, o governo precisa colocar 308 votos para aprovar esta reforma. E é lá que nós queremos vencer esta batalha”, discorreu o parlamentar pedetista.

Assis lembrou que, como membro títular da comissão indicado pelo PDT, participou de todos os debates e audiências públicas realizados no colegiado. E justificou seu voto contrário. “Este é um projeto cruel para os brasileiros, para os trabalhadores rurais. Temos ainda muitos problemas neste parecer do relator para os trabalhadores operários, principalmente dos serviços, da indústria, servidores públicos, professores. O pessoal de baixo salário”, disse em um vídeo postado em sua página nas redes sociais.

Com a aprovação do texto principal, e a votação dos destaques ao texto, os trabalhos da comissão especial são encerrados. Com a conclusão dos trabalhos, o projeto passa a ser debatido no Plenário da Câmara, agora por todos os deputados federais.

Para Assis, quanto antes o projeto for ao plenário da casa, mais fácil ele ser barrado pela maioria dos parlamentares. “Queremos que vote na semana que vem. Preferimos votar logo, porque o governo hoje não tem maioria. Grande parte dos deputados percebe que isso é uma crueldade contra os mais pobres, é um tiro no pé da economia brasileira, porque vai tirar de circulação o dinheiro das aposentadorias pequenas, que vão para o consumo e não para especulação financeira”, explicou.

O deputado também conclama a população a cobrar dos parlamentares uma postura séria e contrária ao projeto no plenário da Câmara. “A derrota que sofremos na comissão especial já era prevista. Agora vamos trabalhar para uma vitória no plenário e por isso conclamamos a sociedade a abordarem os deputados. A questionarem. A pedirem aos deputados que não aprovem este absurdo do governo no plenário”, convocou.