O presidente da Câmara de Vereadores, Lucas Sernajoto (PMDB), foi empossado prefeito interino de Abelardo Luz, Oeste de Santa Catarina, em ato realizado nesta quinta-feira (27), após o afastamento do prefeito Nerci Santin e do vice Cleomar Finger, pela Justiça Eleitoral. A posse foi dada pelo presidente em exercício do Legislativo, Marcil Pompeo da Silva (PSC).

Em seu discurso, Sernajoto garantiu ser um momento difícil pelo qual o seu partido, o PMDB, passa. “Assumo a prefeitura com intuito de dar prosseguimento a todas as ações do nosso governo legitimamente eleito, nas pessoas de Nerci Santin e Cleomar finger, em outubro de 2016. É um momento de instabilidade, mas deixo a certeza para a população que, com o apoio dos vereadores e da sociedade, vamos conseguir atravessar esta fase, transformando em prosperidade. A sociedade quer mudanças no governo, nos políticos, transparência e honestidade, e é isso que vamos fazer. Temos um momento de transição que não vai afetar os serviços prestados pela prefeitura e nem o planejamento já feito”, reforça.

Depois do ato na Câmara, Sernajoto seguiu para a prefeitura, onde foi recebido no gabinete pelo vice-prefeito Cleomar Finger, que lhe deu as boas-vindas e apresentou um relatório dos projetos e ações realizados nestes primeiros meses de governo. Em seguida, foi assinada a ata de transmissão do cargo, e o prefeito interino falou da expectativa de estar à frente da administração de Abelardo Luz.

O Superior Tribunal Federal (STF), negou  recurso extraordinário pelo prefeito eleito, Nerci Santin, em face de acórdão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que, por maioria, deu provimento ao recurso especial interposto pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) para indeferir seu pedido de registro de candidatura, em virtude de condenação criminal transitada em julgado pelo crime de desobediência qualificada.

O prefeito entrou com recurso contra a decisão e uma liminar para permanecer no cargo, mas a justiça manteve a decisão de afastamento. O julgamento final do recurso será realizado pelo plenário do STF.Se for mantida a cassação da chapa eleita, uma nova eleição deve ser marcada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina, em um prazo de  cerca de 60 dias.