A Polícia Civil realizou na quarta-feira (13), a reconstituição do homicídio de Larissa Silva dos Santos, 21, ocorrido no dia 07 de setembro, no Rincão Torcido, interior de Abelardo Luz, Oeste de Santa Catarina. O acusado, um rapaz de 20 anos, e peritos do Instituto Geral de Perícias (IGP) participaram da simulação.

A vítima foi atingida por um disparo de arma de fogo na cabeça e morreu no local. O suspeito, companheiro de Larissa, fugiu do local, apresentando-se às autoridades policiais na segunda-feira (11), alegando que o disparo foi acidental. Porém, Larissa já havia registrado boletim de ocorrência contra ele por ameaça de morte. Ainda não há previsão para conclusão do inquérito.

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Foto: Reprodução/Facebook

Segundo a Polícia Civil, Larissa foi atingida no nariz. O pai do suspeito, que morava numa vizinha à do casal, foi quem prestou socorro à vítima. No momento do disparo, a filha do casal, uma criança de 3 anos estava na residência.

Segundo o suspeito relatou à polícia, ocorreram dois disparos dentro da casa. A vítima teria achado a arma do companheiro e, por isso, ocorreu uma discussão. O primeiro tiro, na parede, foi feito pela própria vítima, segundo o jovem. Ela teria manuseado e disparado acidentalmente.

Seguindo em seu relato, o rapaz afirma que quando tirou a arma das mãos dela, foi para o sofá e a arma teria disparado novamente, de forma acidental.  O delegado rechaça a versão do acusado, por conta das circunstâncias apresentadas no local do crime, como o ângulo do disparo e o local onde a jovem foi atingida, mas as alegações estão sendo confrontadas com exames balísticos.

O acusado afirmou também não ter experiência no manuseio de armas de fogo, entretanto, a polícia encontrou diversos estojos de munição e material de recarga no interior da residência onde a jovem foi morta, o que seria incompatível com a justificativa do suspeito. Após o depoimento da última segunda-feira (11), o suspeito foi liberado.