Seis pessoas foram indicadas pela Polícia Civil, através da Delegacia da Mulher de Pato Branco, acusadas de disseminar imagens de nudez e de ato sexual envolvendo uma mulher. As imagens, divulgadas via aplicativo WhatsApp, causaram constrangimento à vítima na pequena cidade onde reside.

Conforme a delegada responsável pelo caso, Daniela Alberton, o principal suspeito pela divulgação das imagens era o ex-namorado da vítima, que não aceitava o fim do relacionamento. O problema se agravou, pois assim que vieram à tona as imagens viralizaram em vários grupos de WhatsApp. No decorrer da investigação, foram identificadas seis pessoas responsáveis diretamente pela divulgação das imagens. Essas estão sendo enquadradas pelo crime previsto no artigo 218- C, do Código Penal Brasileiro, cuja pena prevista é de reclusão de um a cinco anos.

Segundo a delegado, um dos indiciados ao ser intimado por telefone disse que não compareceria até a delegacia por que não tinha tempo para essas bobeiras, demonstrando indiferença ao sofrido causado para a vítima. Outro disse que a vítima deveria ser presa, pois deixou que o namorado tirasse as fotos, demonstrando assim seu machismo. Um terceiro argumentou que apenas o namorado deveria ser preso, pois foi o responsável pela disseminação das fotos, inicialmente.

Entretanto, a Polícia Civil alerta que o compartilhamento das imagens, prática comum atualmente, também caracteriza crime. Conforme a delegada, a pratica de enviar nudez, bem como seu recebimento não confira nenhum tipo de crime, porém o compartilhamento sem o consentimento de quem aparece nas imagens, esse sim é considerado crime.

Quanto ao ex-namorado, responsável pelas imagens e seu compartilhamento, a uma aumento da pena de uma a dois terços, em razão do chamado “revenge porn” (pornográfica de vingança, revanche), fato muito comum no encerramento dos relacionamentos. A orientação da Polícia Civil para quem for vítima, é salvar a imagem da tela, fazendo um print e na sequencia registrar a ocorrência.

Fonte: Polícia Civil