Delegado-chefe da Polícia Federal de Foz do Iguaçu
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Delegado-chefe da Polícia Federal de Foz do Iguaçu

As ações integradas entre as Polícias Civil e Militar do Paraná e Polícia Federal já prenderam 14 pessoas suspeitas de envolvimento no roubo à uma empresa de valores de Ciudad de Leste, no Paraguai, ocorrido na madrugada da última segunda-feira (24). Um dos chefes da operação policial é o delegado da Polícia Federal de Foz do Iguaçu, o palmense Fabiano Bordignon. Segundo ele, a ação do bando é similar a roubos registrados no Brasil, com quadrilhas armadas com fuzis e metralhadoras, explosões e barricadas com carros incendiados para conter a perseguição policial. A estimativa é que 50 pessoas tenham participação no fato.

Em entrevista coletiva, Bordignon contou que a polícia paraguaia encontrou uma mansão usada pela quadrilha antes do crime. Uma equipe de peritos do Brasil se deslocou para o Paraguai para coleta de material genético, biológico e papiloscópicos. A identificação de três criminosos de fora do Paraná – dois paulistas e um baiano – reforça a convicção de uma ação orquestrada por facção criminosa.

Nesta terça (25), as equipes policiais apreenderam na região de Itaipulândia, no Oeste do Paraná, três malotes cheios de dinheiro, um fuzil, vários carregadores de metralhadoras e dois barcos.  As principais rotas de fuga dos assaltantes normalmente passam por áreas de difícil acesso. Três suspeitos morreram em confrontos com a polícia.

Em um primeiro momento, a polícia paraguaia divulgou que cerca de US$ 40 milhões, o equivalente a R$ 120 milhões, foram roubados. Depois, disse que ainda está contando o dinheiro.

A quadrilha usou explosivos para destruir as paredes do prédio. Na fuga, incendiou carros e enfrentou a polícia durante mais de três horas. Uma força-tarefa entre as polícias brasileira e paraguaia foi montada para tentar chegar aos criminosos. O suspeito de ser mentor do roubo é Luciano Castro de Oliveira, o Zequinha.  Ele está na lista de procurados da Polícia Civil de São Paulo e já foi condenado a 50 anos de cadeia por outros crimes.