O comandante da 2ª Companhia da Polícia Militar de Palmas, tenente Bruno Emanuel Lopes Bueno, em entrevista à Rádio Club/RBJ, comentou sobre a atuação da corporação na ocorrência que cárcere privado registrada no final de semana, onde um homem manteve sua a ex-sogra e duas ex-cunhadas reféns por mais de 12 horas.

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Foto: Jornal A Folha

Conforme o comandante, a ocorrência teve início na noite de sábado (11), quando a PM recebeu a informação que o indivíduo estava se deslocando da cidade de Alpestre, no Rio Grande do Sul, com a mãe e duas irmãs de sua ex-companheira até Palmas com intenção que elas mostrassem onde a ex-mulher estava escondida.

Com base nas informações levantadas, a PM localizou o veículo ocupado pelo elemento e as vítimas já em Palmas. Segundo tenente Bueno, o veículo era conduzido pela ex-sogra do acusado, que durante todo o trajeto foi ameaçada com um revólver apontada para a sua cabeça.

Na tentativa de abordagem, o indivíduo obrigou a condutora a fugir sentido ao município de Abelardo Luz, Oeste de Santa Catarina. Com o apoio da Polícia Militar catarinense foi realizada uma barreira na SC-155, porém, a motorista furou o bloqueio e entrou no perímetro urbano do município abelardense, percorrendo pro algumas ruas e voltando para a rodovia, retornando para Palmas, chegando até o bairro Alto da Glória.

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Foto: Polícia Militar/Palmas

No local, residência de sua ex-mulher, o homem obrigou as reféns a entrarem na casa, onde permaneceram por mais de 12 horas. O local foi cercado e isolado pela Polícia Militar, dando início à negociação com o suspeito. Equipes do BOPE (Batalhão de Operações Especiais) e COE (Centro de Operações Especiais) foram acionadas, as quais auxiliaram nas negociações feitas pelo oficial do Batalhão de Pato Branco, Aspirante Conrado, e pelo comandante da PM de Palmas. Durante a madrugada de domingo (12), a ex-sogra do acusado foi liberada.

No início da manhã, um grupo de negociadores assumiu o caso e, com auxílio de um advogado, as outras duas reféns foram liberadas e o sequestrador se entregou, sem esboçar reação, deixando a sua arma dentro da casa.

Na sequência, ele foi encaminhado à sede da Companhia da PM, onde foi lavrado o Boletim de Ocorrência e o caso teve seguimento junto à Polícia Civil.

Ouça a entrevista no player abaixo: