Adriano Moreira, de 32 anos, suspeito de matar a esposa Carol Baroni, de 25 anos, na comunidade de Cachoeira, Candói, na última segunda-feira (18) se apresentou à Polícia Civil de Guarapuava na tarde desta quinta-feira (25). Ele foi interrogado pela delegada Ana Hass e contou sua versão do fato.

Segundo a delegada, que concedeu entrevista coletiva, Adriano alegou que teve um possível surto, porém se contradisse em algumas questões e a polícia não descarta que o crime possa ter sido premeditado e motivado por ciúmes. “Em alguns momentos do interrogatório ele deu a intender que estaria desconfiado até de uma suposta traição”.

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Ana Hass, delegada que preside o inquérito, falou com a imprensa logo após a apresentação do suspeito. Foto: Reprodução TV Humaitá

Adriano ainda alegou que já vinham sofrendo alguns problemas em relação ao casamento, certas discordâncias com relação à continuidade ou não do relacionamento e no dia do crime ele teria até comprado flores pra ela, chocolates, os quais foram entregues a uma vizinha, pedido a ela para fazer uma surpresa. “Nós recebemos uma informação que esses presentes serão um pedido de perdão da parte dele, porém ele não confirmou, ele titubeou pra confirmar essa informação, mas ele relata sim que havia ficado triste durante aquela tarde, teria dito a algumas pessoas que iria se embebedar, então isso nos leva a crer que realmente ele já devia estar em algum estado de ânimo alterado, porém alega não se recorda de como se deram os fatos, apenas dela chegando na casa, o que contraria o que disseram algumas testemunhas, uma vez que ele teria chamado Carol que estava na casa de um vizinho e os dois passaram a discutir”, frisou.

Quanto à possibilidade de uma suposta traição, a delegada disse que a polícia vai verificar o celular da vítima que se encontra apreendido para averiguar se há algo nesse sentido. Assim que o interrogatório foi concluído, Adriano recebeu voz de prisão e foi encaminhado ao presídio que fica em anexo a Subdivisão Policial de Guarapuava. Como permaneceu pelo período de três dias foragido, a Polícia Civil se antecipou e pediu sua prisão preventiva, o que prontamente foi acatado pelo Poder Judiciário, visto a gravidade do crime.

Adriano apresentava algumas lesões pelo corpo resultantes de golpes de faca que ele próprio desferiu, com intenção de se matar, além de outras contraídas no meio do mato durante a fuga, após o crime. Conforme a delegada Ana Hass, o inquérito deverá ser concluído e encaminhado, nos próximos dias, ao Ministério Público e Poder Judiciário para as demais providencias.

Da redação, com informações e foto de Alcione Ribas – TV Humaitá