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Delegado Leonardo Guimarães é o responsável pela investigação. Foto: Evandro Artuzi/RBJ

A Polícia Civil de Chopinzinho instaurou inquérito policial para apurar o crime em que foi vítima Rosina Monteiro, de 48 anos, morta a tiros na manhã de sexta-feira (2). O crime aconteceu na casa dela, na comunidade de Linha Bom Jesus, interior de Saudade do Iguaçu. A investigação está sendo presidida pelo delegado Leonardo Guimarães, que responde interinamente pela delegacia de Chopinzinho por conta das férias do titular, Breno Machado de Paula.

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Joaquim Chagas dos Santos, de 77 anos, vai responder em liberdade.

Em entrevista à Extra FM, Leonardo Guimarães contou que a investigação apurou que Rosina foi baleada pelo ex-marido Joaquim Chagas dos Santos, de 77 anos. O casal, que estava separado e continuava vivendo na mesma casa, teria discutido por conta da divisão dos bens. Rosina teria atirado um cuia contra Joaquim, que revidou com uma cadeirada. Para se defender, a mulher desferiu contra ele um golpe de facão, causando ferimentos em uma mão. Em seguida, Joaquim apanhou um revólver que estava escondido na varanda e efetuou vários disparos contra a ex-mulher.

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Casa onde o casal morava na Linha Bom Jesus, em Saudade do Iguaçu. Foto de divulgação

O filho do casal, de 12 anos, presenciou a situação. O outro filho, de 31 anos, que mora nas proximidades, compareceu na casa dos pais assim que ouviu os tiros. Foi ele quem acionou o SAMU para socorrer a mãe, porém, ela não resistiu e morreu pouco tempo depois, no hospital. O filho ainda fez um curativo na mão do pai, que fugiu levando a arma do crime. A quantidade de tiros que atingiram a mulher, segundo o delegado, será informada por meio do laudo de necropsia do Instituto Médico Legal (IML), de Pato Branco.

Joaquim Chagas dos Santos, de 77 anos, se apresentou à Polícia Civil de Chopinzinho na tarde desta segunda-feira (5) em companhia de seu advogado. Na ocasião prestou depoimento e apresentou a arma usada no crime, que foi apreendida. Após ter sido ouvido, foi liberado e vai responder pelo crime em liberdade. De acordo com o delegado, a princípio o inquérito está sendo instaurado por feminicídio (homicídio qualificado), mas ainda é necessário concluir a investigação.