Polícia Civil investiga fraudes milionárias em empresas de Palmas
Esquemas envolviam funcionários em cargos de confiança. Prejuízos ultrapassam R$ 4 milhões.
Polícia
A Polícia Civil de Palmas investiga desvios que teriam causado prejuízos superiores a R$ 4 milhões em três empresas do município. As investigações apontam que funcionários em cargos de confiança teriam desviado recursos das empresas ao longo dos últimos anos, utilizando diferentes métodos para ocultar os crimes.
Em entrevista à Rádio Club, o delegado Almir Signor Junior informou que as apurações tiveram início após representantes das empresas procurarem a Polícia Civil para registrar boletins de ocorrência ao identificarem inconsistências financeiras.
Segundo o delegado, a partir das denúncias foram realizadas diligências, com o apoio do Ministério Público e do Poder Judiciário, que resultaram no cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Ouça a entrevista no player abaixo:
Conforme a investigação, os desvios não aconteceram pequenas quantias ao longo do tempo para dificultar a identificação das fraudes. As apurações remontam ao ano de 2023.
A Polícia Civil informou que, até o momento, três empresas foram identificadas como vítimas. Os nomes não foram divulgados em razão do sigilo das investigações, mas o delegado confirmou que elas atuam nos setores de comércio, indústria e agricultura.
Em uma das empresas, o suspeito ocupava função no setor financeiro e tinha acesso às contas bancárias da organização, realizando transferências irregulares. Já na empresa do setor agrícola, o esquema teria ocorrido durante a recepção de grãos. De acordo com o delegado, o funcionário, que ocupava um cargo de gerência, utilizava credenciais e sistemas de acesso para fraudar pesagens, contabilizando impurezas, como terra e pedras, como se fossem grãos. Com isso, eram gerados valores fictícios que acabavam sendo desviados da cooperativa.
Embora dois funcionários sejam apontados como os principais responsáveis pelos desvios, a Polícia Civil apura o envolvimento de outras pessoas. Até o momento, não houve prisões.
Além das buscas, a Justiça autorizou medidas cautelares, como quebra de sigilo bancário, sequestro de valores e apreensão de veículos, documentos e outros bens que possam comprovar o enriquecimento ilícito dos investigados.