Polícia Civil e Vigilância Sanitária fiscalizam câmaras de bronzeamento em Francisco Beltrão
Operação aconteceu após denúncias sobre uso de equipamentos proibidos. Três máquinas foram encontradas e lacradas
Polícia
por Vitor Manoel
A Polícia Civil e a Vigilância Sanitária realizaram, na manhã desta quarta-feira (26), uma operação conjunta para fiscalizar locais denunciados por suposto uso de câmaras de bronzeamento em Francisco Beltrão.
Segundo o delegado da Polícia Civil, Anderson Andrei Grosso, a Vigilância Sanitária vinha recebendo inúmeras denúncias sobre estabelecimentos e residências onde os equipamentos estariam sendo utilizados. Conforme o delegado, as câmaras de bronzeamento são equipamentos ilegais e podem causar danos à saúde dos usuários, além de gerar impactos aos serviços públicos de saúde mantidos pelo município, pelo Estado e pela União.
A partir das denúncias, a Polícia Civil realizou diligências para verificar as informações. Como alguns dos locais investigados eram residências, a corporação solicitou ao Poder Judiciário autorização para realizar buscas. O Ministério Público foi favorável ao pedido, que acabou sendo deferido pelo Juizado Especial Criminal de Francisco Beltrão.
Com as ordens judiciais, as equipes da Polícia Civil e da Vigilância Sanitária fiscalizaram os locais nesta quarta-feira. Ao todo, três equipamentos de bronzeamento foram encontrados em residências e lacrados pela Vigilância Sanitária. Os proprietários ou responsáveis pelos equipamentos foram notificados.
Além disso, em dois locais havia indícios de que as câmaras estavam sendo utilizadas. Os responsáveis foram conduzidos à Delegacia da Polícia Civil para prestar esclarecimentos.
De acordo com o delegado, um dos envolvidos deverá responder pelo crime de desobediência, porque já havia recebido uma notificação anterior no estabelecimento comercial. O outro responderá por crime contra a saúde pública.
O delegado explicou que não houve prisões em flagrante. As duas pessoas conduzidas foram ouvidas e assinaram Termos Circunstanciados de Infração Penal. Como os crimes são considerados de menor potencial ofensivo, elas responderão aos procedimentos em liberdade e já tiveram audiências agendadas pela Justiça.
A operação teve como objetivo auxiliar o trabalho de fiscalização da Vigilância Sanitária diante das denúncias recebidas e verificar o cumprimento das determinações relacionadas à utilização dos equipamentos.