PODCAST RBJ: Cesta básica de alimentos teve aumento em Francisco Beltrão no mês de outubro
Alta acompanhada nos municípios de Pato Branco e Dois Vizinhos
RBJ TV e Especial Publicitário
por Deise Bach
Nesta quinta-feira (13), o quadro Onda Economia, com o professor José Maria Ramos, apresentou uma análise sobre a pesquisa do Custo da Cesta Básica de Alimentos Individual referente a outubro de 2025 nas cidades de Francisco Beltrão, Dois Vizinhos e Pato Branco. O levantamento, realizado pelo GPEAD/Unioeste em parceria com a UTFPR, mostra que os alimentos ficaram mais caros nas três cidades, seguindo a tendência observada na maior parte das capitais do país.
De setembro para outubro, a cesta básica subiu 4,46% em Francisco Beltrão, 2,85% em Dois Vizinhos e 2,78% em Pato Branco. Dois Vizinhos apresentou o maior custo médio do mês, com R$ 658,61, enquanto Pato Branco registrou o menor valor, R$ 625,88. No acumulado dos últimos 12 meses, Beltrão teve a maior alta, chegando a 9,60%.
Os produtos que mais pressionaram o orçamento foram batata, óleo de soja e carne bovina, todos com aumentos expressivos devido à menor oferta, expectativas de alta do dólar e condições climáticas que afetaram a produção. Em contrapartida, itens como arroz e café tiveram redução de preço em algumas cidades, mas sem impacto suficiente para compensar a alta geral.
Outro ponto destacado pelo professor José Maria foi a relação entre renda e custo de vida. O salário-mínimo nacional de outubro de 2025 não foi suficiente para cobrir o valor da cesta básica familiar. Para atender às necessidades previstas na Constituição, o salário deveria ter sido de R$ 5.522,40 em Francisco Beltrão, R$ 5.532,99 em Dois Vizinhos e R$ 5.258,02 em Pato Branco — valores muito acima do mínimo vigente.
Na prática, o trabalhador comprometeu quase metade da renda líquida apenas para garantir a alimentação individual, e a jornada de trabalho necessária para pagar a cesta ultrapassou 90 horas em todas as cidades, chegando a mais de 95 horas em Francisco Beltrão e Dois Vizinhos.
A pesquisa reforça que os alimentos continuam sendo um dos principais fatores de pressão sobre o custo de vida no Sudoeste do Paraná, reduzindo o poder de compra das famílias e exigindo maior atenção à dinâmica dos preços.
Assista abaixo à entrevista completa com o professor José Maria Ramos.