No Paraná, está aberta caça aos vices
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por Evandro Artuzzi
Beto Richa na fila do desespero tenta fazer qualquer negócio para ter um vice que ajude. Ratinho é o dos sonhos. Gleisi está no mesmo grupo dos desesperados e hoje num mato sem cachorro e sem vice. Requião tem poucas opções, afinal ser vice dele hoje é ser inimigo amanhã. Entenda o jogo.
Diz o ditado da velha política que um bom vice é aquele que não atrapalha. Pois bem, nessa eleição o vice terá um papel mais importante. Terá que ajudar o candidato na briga de foice que já está travada pelo governo do Paraná. O mais afoito nesse momento é o governador Beto Richa que levou uma surra na convenção do PMDB e além do partido e do tempo de TV ainda perdeu o vice que seria Caíto Quintana. Beto está em busca do você ideal que é a máquina de fazer votos Ratinho Junior. Aliás, Ratinho seria o vice ideal para qualquer um dos candidatos. Requião e Gleisi também adorariam ter o moço ao lado. Certo. Mas Beto terá poucas chances porque o Ratinho pai já avisou que o filho não será vice do tucano. Papai nessa hora manda. Beto oferece tudo. Por enquanto tem Flávio Arns no banco de reservas.
E Requião? Ora, ora. Roberto Requião acha que não precisa de vice, até porque o que ele queria (Hermas Brandão) disse não. A justificativa é simples. Hermas gosta de Requião e Requião transforma todo vice em inimigo. O que sobrou? Alguns nomes pouco expressivos do PMDB ou Rosane Ferreira, do PV, boa deputada e que ajudaria a passar um pouco da imagem de doçura para o homem que jura ter deixado o estilo brucutu pra trás. Porém, há resistência interna. Rosane seria a melhor escolha.
E Gleisi? Ah, minha gente, para a petista a vida agora é a mais difícil. Requião jogou uma pá de cal na tentativa de Gleisi empolgar o eleitor e polarizar com Beto. Os vices também esgotaram e sobraram uns gatos pingados do PDT com quase nenhuma expressão, muito menos votos que ajudem a candidata do PT. Gleisi está num mato sem cachorro.
Está aberta a caça aos vices. Alguém se anima?