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Grupo RBJ de Comunicação
Grupo RBJ de Comunicação,
21 de junho de 2021
Rádios

Palmas pode consolidar Paraná entre maiores geradores de energia eólica

Empreendimentos projetados para o município preveem geração de 370 Megawatts.

Economia

por Guilherme Zimermann

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O Paraná poderá figurar entre os dez maiores estados geradores de energia eólica através de empreendimentos projetados para instalação no município de Palmas, cuja potência total ultrapassará 370 MW (Megawatts). Os dados fazem parte de um levantamento exclusivo realizado pelo Setor de Estatísticas do Departamento de Jornalismo da Rádio Club/RBJ junto à ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Atualmente, o Brasil gera pouco mais 18 mil MW de energia através da matriz eólica. Dos 27 estados, 14 contam com empreendimentos do gênero. Das 718 usinas eólicas em operação no país, 196 estão instaladas na Bahia, segundo estado em volume de geração, com 4,9 mil MW, atrás apenas do Rio Grande do Norte, que conta com 177 parques, que produzem mais de 5 mil MW.

A lista tem ainda estados como Piauí, Ceará, Pernambuco, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e o Paraná, que aparece em 12º lugar, com 2,5 MW, à frente de Minas Gerais e São Paulo.

Esses 2,5 MW são gerados pela Usina Eólio – Elétrica de Palmas, instalada pela Copel (Companhia Paranaense de Energia) na região dos Campos de Palmas, em 1999.

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A partir de 2004, ao lado catarinense dos Campos de Palmas passou a receber investimentos, com a instalação de parques eólicos no território do município de Água Doce. Atualmente são 10 parques outorgados em Água Doce, com potência total de 146,8 MW, além de outros projetos que estão em desenvolvimento.

Em 2014, foi anunciada a construção dos Parques Eólicos Água Santa, Serra da Esperança e Rota das Araucárias, em Palmas. Os três complexos eólicos terão capacidade para gerar 174 MW, através de 80 aerogeradores.

Por ter parte de sua área de abrangência dentro de uma Unidade de Conservação Federal (UCF), o Refúgio da Vida Silvestre dos Campos de Palmas, o empreendimento ainda aguarda o trâmite no Ministério do Meio Ambiente.

Outro projeto em andamento, em estágio mais avançado, é o do Complexo Eólico Palmas II, que obteve sua Licença Ambiental Prévia em dezembro de 2018.

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Com oito parques – Campo Alegre, Pederneiras, Santa Cruz, Santa Maria, São Francisco, Taipinha, Tradição e Tradição Piloto – o complexo terá capacidade de gerar 200 MW, que somados à produção do outro empreendimento e da Usina Eólio – Elétrica de Palmas totalizarão 376,5 MW.

Segundo a ANEEL, atualmente 149 empreendimentos eólicos, com potência de 4,6 mil MW, estão em construção no país. Há ainda, outros 182 projetos já outorgados, que representam mais de 7,3 mil MW, que ainda não tiveram suas obras iniciadas.

Considerando todos os projetos, o Brasil deverá atingir 30,3 mil MW através da energia eólica. O Paraná, somente com os empreendimentos projetados para Palmas, deverá subir para a 9ª colocação, à frente de Santa Catarina, no ranking dos geradores de energia por meio dos ventos.

[Grupo RBJ de Comunicação] Palmas pode consolidar Paraná entre maiores geradores de energia eólica

Porém, além dos Campos de Palmas, outras regiões do Paraná também têm projetos eólicos em andamento. No Sudoeste, o município de Marmeleiro receberá investimentos através do Complexo Eólico Rosa dos Ventos. O projeto prevê a construção de 32 aerogeradores, com potência de 86,4 MW.

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Na região Central do Estado, nos municípios de Castro, Carambeí e Tibagi, o Complexo Eólio-Elétrico dos Campos Gerais deverá gerar 428 MW, através de 16 parques.

Com todos esses empreendimentos, o Paraná poderá se tornar o 8º maior gerador de energia eólica, com 890,9 MW, ficando atrás apenas do Rio Grande do Norte, Bahia, Piauí, Ceará, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Paraíba.

Dia Mundial da Energia

O Dia Mundial da Energia é celebrado anualmente em 29 de maio. A data foi criada com o intuito de motivar uma conscientização civil e política sobre a importância da poupança de energia e incentivo ao uso de energias renováveis. O Dia Mundial da Energia surgiu a partir de uma iniciativa da Direção Geral de Energia de Portugal, em 1981.

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