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08 de agosto de 2026
Rádios
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Palmas está entre os 35 municípios brasileiros mais afetados por nova taxação dos Estados Unidos

Coronel Domingos Soares e Bituruna também estão na lista dos mais impactados pela decisão norte americana.

Economia

por Guilherme Zimermann

Exportação
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Palmas, no Sul do Paraná, é o 33º município mais afetado no Brasil pelo novo tarifaço aplicado pelo governo dos Estados Unidos. Coronel Domingos Soares e Bituruna também estão na lista dos mais impactados pela decisão norte americana.

Os Estados Unidos aplicaram uma tarifa adicional de 25% sobre produtos comprados do Brasil, medida que entrou em vigor no dia 22 de julho. No dia seguinte, foi anunciada outra taxação, de 12,5%, que começou a ser cobrada no dia 24.

O levantamento foi feito pelo jornal Estado de São Paulo e mostra que mais de 900 municípios brasileiros serão afetados pela medida, que incide sobre parte das exportações nacionais, com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil).

O levantamento considera os dez grupos de produtos brasileiros mais impactados pelas duas novas tarifas e as exportações de 2024, quando não havia tarifaço. Os principais produtos sujeitos à taxação são madeira, máquinas e equipamentos, rochas naturais, calçados, gorduras vegetal e animal e armas.

No primeiro lugar do ranking nacional está o município de Piracicaba (SP), que abriga empresas exportadoras de máquinas e equipamentos para indústrias agrícola e automotiva. A cidade também produz insumos químicos orgânicos, papel e etanol.

O município de Palmas aparece na posição 33 do ranking. Em 2024, o município exportou o equivalente a US$ 66,5 milhões em produtos madeireiros para os Estados Unidos. Bituruna e Coronel Domingos Soares também integram a lista de exportadores de produtos de madeira e que enfrentarão as novas tarifas.

A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) afirma que tem buscado com os governos estadual e federal linhas de apoio financeiro às empresas exportadoras e defende que os governos do Brasil e dos Estados Unidos retomem negociações técnicas e efetivas para reverter a medida.

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