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Grupo RBJ de Comunicação
Grupo RBJ de Comunicação,
21 de janeiro de 2021
Rádios

“O Radiojornalismo na Revolta dos Posseiros” foi tema de conclusão de curso pelo Diretor do Grupo RBJ de Comunicação

Educação e CulturaPolítica

por Ivan Cezar Fochzato

Posseiros
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O Diretor do Grupo RBJ de Comunicação, Pe. Valdecir Bressani, cumpriu, nesta semana, mais uma fase para a conclusão do curso de graduação em jornalismo. Licenciado em Filosofia e Bacharel em Teologia,  com especializações em Teologia Pastoral e Metodologia do Ensino Superior, o Mestre em Comunicação apresentou  Trabalho de Conclusão de Curso(TCC), pela Uninter, na primeira banca de Jornalismo em Educação a Distância(EAD) do Brasil, que retratou fato histórico.

O campo de pesquisa foi o Sudoeste do Paraná e atuação do rádio no movimento da década de 50. Um videodocumentário(  30 minutos e 57 segundos), acompanhado de relatório de 40 páginas embasaram a produção do resgate histórico/científico a partir do tema “Radiojornalismo na Revolta dos Posseiros de 1957, no Sudoeste do Paraná”.

O Movimento político/social  da Revolta dos Posseiros envolveu a disputa de terras entre o governo estadual, federal, companhias, colonos e posseiros no Sudoeste do Paraná. O auge dos conflitos aconteceu entre setembro e novembro de 1957 quando os colonos e posseiros, organizados, expulsaram as companhias de terras. Sem jornais impressos, o meio de comunicação era o rádio, com as recém-criadas rádios Colméia de Pato Branco, atual Rádio Celinauta) e Francisco Beltrão, atual Princesa).

Padre Bressani argumenta que,  como há uma riqueza de trabalhos acadêmicos, livros, produções audiovisuais sobre a Revolta dos Posseiros, o desafio em sua pesquisa foi fazer um recorte sobre o papel do radiojornalismo naquele contexto. Avaliou que as emissoras, mesmo diante  dificuldades operacionais da época, demonstraram-se capazes de lidar com os fatos produzindo e propagando informações seguras e éticas sobre a realidade dos trabalhadores.

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[Grupo RBJ de Comunicação]
"Diante de um contexto cada vez mais polifônico, a releitura dos fatos históricos e da presença do radiojornalismo torna-se gratificante perceber o papel que a comunicação tem diante dos diferentes problemas sociais", argumenta Pe. Bressani.

“Foi um intenso trabalho de seleção do tema, planejamento, seleção das fontes, coleta dos dados, checagem e organização das informações, construção do roteiro, entrevistas, produção, edição e finalização, mesmo com as limitações impostas pela pandemia”, contou o professor de Comunicação no Instituto Sapientia de Filosofia, Diretor e Editor da Revista Olhar Diocesano e Assessor eclesiástico da Pastoral da Comunicação do Paraná, Regional Sul II.

O Diretor do Curso e Orientador da Pesquisa, Dr. Guilherme Carvalho, destacou que trabalho acadêmico demonstrou o papel do rádio como protagonista na Revolta, que expressa muito do que é o Brasil, do que acontece neste país ao longo da história, em geral apontando beneficiamento de certos interesses e grupos em detrimento de outros, muitas vezes das classes sociais mais humildes. “Apresenta o rádio como instrumento civilizador, salvando vidas, evitando mortes e riscos com a vida. Um trabalho de valor inestimável para outras gerações e o papel do rádio na história”, pontua.

A banca examinadora formada ainda pelos professores, Andre Corradini e  Jeferson  Ferro, aprovou o trabalho com recomendações para publicação e inscrições em concursos de jornalismo, mediante a relevância do tema e a qualidade da produção.

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