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23 de julho de 2024
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No Dia do Cinema Brasileiro, conheça filmes que retratam a região de Palmas nas telas

Guerra do Contestado, formação do Oeste do Paraná, história de amor entre adolescentes são temas de obras da região.

Educação e Cultura

por Guilherme Zimermann

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Foto: Pandora Filmes
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O Cinema Brasileiro tem um dia para chamar de seu: esta quarta-feira, 19 de junho. E como a quarta é conhecida como o “Dia Internacional do Sofá”, nada melhor que juntar o útil ao agradável, assistindo um bom filme. Mas pode ficar melhor, sabia? Que tal conhecer um pouco mais sobre a história da região de Palmas? Ou, ainda, conhecer filmes que retratam a nossa região nas telas?

Antes de mais nada, é legal saber porque o 19 de junho é o Dia do Cinema Brasileiro. A data foi escolhida como homenagem ao dia em que foram registradas as primeiras gravações no Brasil. Em 1898, o cinegrafista italiano Afonso Segreto produziu a “Vista da Baía da Guanabara”, que é considerado o primeiro filme da história feito em nosso país. Ele filmou sua chegada ao Brasil pela baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.

O cinema brasileiro tem seus grandes clássicos, obras de gosto duvidoso, filmes de amplo apelo comercial, mas também muitas produções pequenas, regionais, que por vezes não conseguem ganhar um amplo alcance. A história da região de Palmas, por exemplo, já foi tema de várias obras, principalmente que buscam resgatar a história da Guerra do Contestado.

Na década de 1970, o cineasta Sylvio Back produziu o filme “A Guerra dos Pelados”, uma das primeiras produções audiovisuais que abordou o conflito ocorrido entre 1912 e 1916, entre o Meio-Oeste de Santa Catarina e o Sul do Paraná, região que pertencia ao município de Palmas na época. As gravações do filme foram feitas em Caçador. O elenco contou com atores como Stênio Garcia e Otávio Augusto. A guerra foi tema de outra obra do cineasta, o documentário “O Contestado – Restos Mortais”, lançado em 2012.

A história da região Oeste do Paraná é tema da minissérie “A Saga – Da Terra Vermelha Brotou o Sangue”, obra escrita e dirigida pelo diretor Manaoos Aristides. Em meados da década de 60, quando ainda estudava em Curitiba, o cineasta esteve em Cascavel, que na época não passava de um vilarejo. Quando retornou, em 1978, a pequena vila tinha crescido, transformando-se em uma cidade de 100 mil habitantes. E assim, vendo a necessidade dessa história ser contada, nasceu a ideia de A Saga.

Após 12 anos, minissérie paranaense vai ao ar em rede nacional

As gravações iniciaram no ano de 1999, mas devido às dificuldades de produção, o trabalho foi finalizado apenas em 2013. Foram realizadas filmagens em Cascavel e também em Porto Mendes, Catanduvas, Ponta Grossa, Tibagi, Castro, Pirai do Sul, Porto União/SC, União da Vitória, Imbituva, Pinhão, Guarapuava, Campo Largo, Morretes, Antonina e as praias de Shangri-lá, Pontal do Paraná e Mandirituba. Dentre os integrantes do elenco estão Roberto Bomtempo, Raymundo de Souza, Igor Rickli, Olga Bongiovanni e João Vitti. A série estreou em rede nacional, pela TV Brasil, em dezembro de 2013, em comemoração ao aniversário de emancipação do Paraná (Assista aqui).

Com o objetivo de atingir o público jovem e abordar a questão agrária, o longa “Lua em Sagitário” teve parte de suas filmagens no município de Abelardo Luz, em assentamentos da reforma agrária, nas quedas do Rio Chapecó e na SC-155 na comunidade de Passo das Antas, no ano de 2014. O filme conta a história de amor e aventura de um casal de jovens, apaixonados por rock. Ana e Murilo sonham em participar de um festival de bandas independentes na capital de Santa Catarina, para onde vão de motocicleta desde a fronteira com a Argentina passando por Abelardo Luz. O filme é protagonizado pelo ator Fagundes Emanuel e pela atriz Manuela Campagna. É dirigido por Márcia Paraíso e coproduzido com a Argentina.

Na região Meio-Oeste de Santa Catarina, o município de Água Doce foi uma das locações do filme “Casa de Antiguidades”, protagonizado pelo ator Antonio Pitanga, que interpreta um operário de uma fábrica de laticínios transferido para uma cidadezinha fictícia de colonização austríaca do sul do país. O longa foi ambientado em cenários nos municípios de Água Doce, Treze Tílias e Salto Veloso.

A coprodução entre Brasil e França tem 93 minutos de duração. Distante e não se identificando com a cultural local e as pessoas, sofreu com o preconceito dos moradores da cidade. Um dia, ele descobre uma casa abandonada repleta de objetos que o lembram de suas origens. Aos poucos, Cristóvão vai se instalando pela casa, reconectando-se com sua ancestralidade. Curiosamente, mais objetos começam a aparecer sem explicação, como se o lugar tivesse vida própria.

O filme foi o único latino-americano selecionado para o Festival de Cannes em 2020. Participou ainda de festivais como Festival de Cinema de Toronto, Chicago International Film Festival, Festival de Cinema de San Sebastian, Festival de Cinema Latino-Americano de Toulouse e ganhou o prêmio Roger Ebert no Chicago International Film Festival.

 

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