NAPI Erva Mate é lançado na UTFPR de Francisco Beltrão
Projeto marca o investimento de quase R$4 milhões para pesquisa da cultura de erva-mate
EconomiaEducação e Cultura
por Vitor Manoel
Aconteceu na tarde dessa segunda-feira (03) o lançamento do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Erva-mate: Inovação e Valorização, uma iniciativa que visa fortalecer e modernizar toda a cadeia produtiva da erva-mate no estado.
O projeto é fruto de uma parceria entre diversas instituições e conta com apoio da Fundação Araucária, da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) e de outras entidades de pesquisa e desenvolvimento.
A professora Vânia Burgardt, docente e pesquisadora da UTFPR e integrante do núcleo de implementação do NAPI, destacou que O NAPI é uma colaboração estratégica entre diversos setores, visando impulsionar o desenvolvimento e a inovação em toda a cadeia produtiva da erva-mate.
O investimento total do projeto é de aproximadamente R$ 3,9 milhões, com recursos distribuídos entre quatro planos de trabalho e diferentes instituições envolvidas. Segundo a professora, a UTFPR de Francisco Beltrão será responsável por cerca de R$ 1,5 milhão desse montante, aplicados em bolsas de pesquisa, aquisição de equipamentos e outras ações previstas até 2029.
Além da UTFPR, participam do projeto Embrapa Florestas, Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e outras instituições nacionais e internacionais. Entre os parceiros estrangeiros, estão a Universidade da Califórnia (EUA) e universidades do Paraguai, Uruguai e Argentina. O arranjo também envolve o setor produtivo, representado pela Associação dos Produtores (PIMAT) e pela Sustentec, além de organizações da sociedade civil.
O coordenador da Sustentec, Euclides Lara Cardoso Junge, ressaltou que o foco do projeto é unir tradição e inovação, ampliando as possibilidades de uso da erva-mate e abrindo novos mercados.
Ele destacou também que a proposta é desenvolver produtos inovadores a partir da erva-mate, visando atingir novos públicos, além dos consumidores de chimarrão e tererê. O objetivo é explorar todo o potencial da erva-mate de forma mais abrangente.
Segundo ele, parte dos recursos será destinada ao desenvolvimento de novas variedades de erva-mate, com diferentes características químicas e funcionais.
O NAPI Erva-Mate tem duração prevista até 2029 e abrange quatro eixos principais: produção primária, processamento, produto e consumidor, e treinamentos e devolutivas. A expectativa é que o projeto contribua para o fortalecimento da bioeconomia regional, promovendo sustentabilidade, geração de renda e inovação tecnológica em uma das cadeias produtivas mais tradicionais do Paraná.