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Grupo RBJ de Comunicação
Grupo RBJ de Comunicação,
22 de maio de 2022
Rádios

Municípios da região são monitorados por novo serviço ambiental

Pinhão, Reserva do Iguaçu, Bituruna e Palmas aparecem no topo da lista. Ao todo foram desmatados 700 hectares

Meio Ambiente

por Ivan Cezar Fochzato

Palmas
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Diversos municípios da região Sudoeste e Centro Sul do Paraná figuram no mapa de monitoramento de cobertura florestal com maiores áreas de desmatamento do bioma mata atlântica ao longo de 2021, conforme o novo SAD-Mata-Atlantica_. Além de monitorar, a nova ferramenta visa difundir informações sobre o desflorestamento na região. A ferramenta pode identificar cortes de floresta com precisão e detalhamento, além de reportá-los com agilidade à sociedade e às autoridades.

No topo da lista regional com 11 municípios, está Pinhão com área de 142 hectares, seguido de Reserva do Iguaçu, Bituruna e Palmas.

[Grupo RBJ de Comunicação] Municípios da região são monitorados por novo serviço ambiental

Neste primeiro boletim foram compilados os alertas de quatro regiões: as bacias hidrográficas do Rio Tietê (São Paulo), do Rio Iguaçu (Paraná), do Rio Jequitinhonha (Bahia e Minas Gerais) e dos Rios Miranda e Aquidauana, na região do município de Bonito (Mato Grosso do Sul).

[Grupo RBJ de Comunicação] Municípios da região são monitorados por novo serviço ambiental — No relatório consta expansão de desmatamento em uma área em Palmas
No relatório consta expansão de desmatamento em uma área em Palmas

O sistema permite identificar e reportar com agilidade desmatamentos em áreas a partir de 0,3 hectare (ha), com o uso de imagens de satélite de alta resolução. Além disso, gera alertas mensais, agilidade que permitirá o apoio em tomadas de decisão, tanto de órgãos de fiscalização ambiental (IBAMA, ministérios públicos estaduais e secretarias, órgãos e polícias ambientais, entre outros), quanto de entidades que têm políticas mandatórias ou voluntárias para a compra de produtos ou financiamento de cadeias produtivas com desmatamento zero.

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Diretor de conhecimento da Fundação SOS Mata Atlântica, Luís Fernando Guedes Pinto explica que as bacias hidrográficas foram selecionadas por estarem em estados campeões do desmatamento nos últimos anos. Os novos dados confirmam que, ainda que a Lei da Mata Atlântica esteja em vigor, o desmatamento segue como um grande problema no bioma. “Continuamos perdendo florestas antigas e maduras, porém cada vez mais observamos o corte de matas jovens, que estão em regeneração. Essa vegetação tem um papel muito importante para conectar os remanescentes florestais mais antigos e prover serviços ecossistêmicos, como a conservação da água, mas muitas dessas áreas em regeneração são desmatadas antes de a vegetação atingir um estágio de maior maturidade, quando podem acumular mais carbono e abrigar maior biodiversidade. Por isso a conservação da Mata Atlântica depende de uma estratégia que combine restauração, plantio de árvores nativas e combate ao desmatamento”, afirma

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