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11 de fevereiro de 2026
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Município de Francisco Beltrão segue sem bupropiona na rede pública de saúde

Medicamento está em falta desde setembro do ano passado devido a problema nacional na produção

Saúde

por Vitor Manoel

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O município de Francisco Beltrão segue enfrentando desabastecimento do medicamento bupropiona na rede pública de saúde. A informação foi repassada pela coordenação da Assistência Farmacêutica ao esclarecer dúvidas recorrentes da população sobre a falta do remédio, utilizado principalmente em tratamentos contínuos.

De acordo com a coordenação, o medicamento está em falta desde setembro de 2025. O problema não está relacionado a questões financeiras ou falhas no processo de compra do município, mas sim a uma dificuldade nacional na produção do fármaco. O laboratório responsável informou que retomou a fabricação de forma parcial e que deve realizar, nos próximos dias, uma entrega também parcial ao município.

O consumo mensal de bupropiona em Francisco Beltrão gira em torno de 120 mil comprimidos, volume considerado elevado. Por esse motivo, não há alternativa imediata de aquisição por outro fornecedor, já que a escassez atinge todo o país. A compra pública ocorre por meio de licitação e depende diretamente da capacidade de produção da indústria farmacêutica.

A coordenação explicou ainda a diferença entre a disponibilidade do medicamento na rede privada e na rede pública. Enquanto farmácias particulares trabalham com volumes reduzidos de compra, o município adquire grandes quantidades para atender toda a população. Além disso, a indústria mantém linhas de produção distintas: uma voltada para o mercado hospitalar e público, e outra destinada ao comércio farmacêutico privado, o que impacta na distribuição.

Outro ponto destacado foi o custo do medicamento fora da rede pública. Dependendo do laboratório, o valor pode variar entre 150 e 200 reais para caixas com 30 comprimidos, o que torna a compra difícil para muitos pacientes. Já o fornecimento pelo município, quando o estoque está regular, representa uma economia significativa para a população.

Um alerta importante também foi feito pela coordenação aos usuários de medicamentos de uso contínuo: a orientação é que os pacientes não deixem para renovar receitas apenas quando estiverem vencidas ou próximas do vencimento. No município, a renovação deve ser feita, em geral, a cada seis meses, com consulta médica e, em alguns casos, exames de avaliação.

Segundo a coordenação da Assistência Farmacêutica, é comum pacientes procurarem as farmácias municipais com receitas vencidas há meses, o que impede a dispensação do medicamento e gera transtornos. A recomendação é que os usuários agendem consultas com antecedência nas unidades básicas de saúde, garantindo a renovação das receitas e evitando a interrupção do tratamento.

Enquanto a produção nacional não é totalmente normalizada, o município aguarda a entrega parcial anunciada pelo laboratório e segue monitorando a situação para regularizar o fornecimento assim que possível.

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