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17 de junho de 2026
Rádios
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Moradores relatam aparecimento diário de morcegos mortos

Centro de Zoonoses já foi acionado, e amostras foram enviadas para análise de raiva. Situação preocupa moradores

Saúde

por Patrick Rodrigues

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Moradores de um condomínio no bairro Cango, em Francisco Beltrão, estão preocupados com o aparecimento frequente de morcegos mortos em frente ao local. A situação ocorre há cerca de uma semana e, segundo relatos, pelo menos um animal morto tem sido encontrado por dia próximo a uma árvore do tipo caneleira.

A árvore fica em frente ao condomínio de sobrados e abriga uma colônia com dezenas de morcegos. De acordo com a moradora Andréia Radaelle, o problema se agravou quando os animais começaram a morrer sem explicação aparente.

“A gente já havia solicitado à prefeitura a poda da caneleira, que é muito antiga e serve de abrigo para os morcegos. Quando as folhas fecham, eles voltam a se instalar. Mas a partir do momento que começaram a aparecer mortos, a preocupação aumentou”, relatou Andréia.

Raiva é uma das suspeitas

Diante da situação, os moradores acionaram o Centro de Zoonoses da cidade, que esteve no local para recolher os animais mortos. Segundo Andréia, os técnicos informaram que os morcegos estão sendo enviados para análise laboratorial, com o objetivo de identificar se há presença do vírus da raiva.

“Raiva é uma doença grave, que pode ser transmitida para outros animais e até para humanos. Ainda não temos o resultado dos exames, mas a cada dia aparece um morcego morto novo. A situação nos deixa inseguros, principalmente porque temos escolas perto e muitas crianças circulando na área”, disse.

Risco à saúde pública

Além da possibilidade de transmissão da raiva, os moradores também relatam acúmulo de fezes dos animais na calçada, o que pode representar outro risco à saúde pública.

“A árvore está perto de duas escolas e a calçada está cheia de excrementos. As fezes também transmitem doenças. Já pedimos a retirada da árvore, e a prefeitura deferiu esse pedido, mas ainda não houve a remoção”, explicou Andréia.

Ela também destaca que só soube dos procedimentos corretos após conversar com uma vizinha que passou por situação semelhante em Foz do Iguaçu.

“Se não fosse essa vizinha nos alertar, a gente nem saberia que tinha que acionar o Centro de Zoonoses. Por isso é importante divulgar qual é o papel desses órgãos em situações como essa”, reforçou.

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