Em 30 anos, foram desmatados 91,7 mil hectares (ha) de Mata Atlântica na região de Palmas, Sul do Paraná. Pelo menos nove municípios do Sul, Centro-Sul e Sudoeste paranaense e do Oeste de Santa Catarina, estão na lista dos 100 maiores desmatadores do Brasil entre 1985 e 2015, segundo levantamento da Fundação SOS Mata Atlântica.

A área desmatada equivale a 4,8 mil vezes o tamanho do estádio do Maracanã. O município de Pinhão foi o terceiro maior desmatador do país, com 18.334 hectares. Em seguida estão Coronel Domingos Soares – 16.939 ha – e Bituruna – 15.418.

Aparecem na lista ainda, Palmas, General Carneiro, Mangueirinha, Honório Serpa, e os municípios catarinenses de Abelardo Luz e Passos Maia.

Os dados são baseados no Atlas dos Remanescentes Florestais e Ecossistemas Associados do Bioma Mata Atlântica, desenvolvido pela Fundação SOS Mata Atlântica e o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), órgão vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

De acordo com a Fundação, a Mata Atlântica, originalmente, abrangia uma área equivalente a 1,3 milhão de km² ao longo de 17 Estados brasileiros. Hoje, restam cerca 8,5 % de remanescentes florestais acima de 100 hectares do que existia originalmente. Somados todos os fragmentos de floresta nativa acima de 3 hectares, contabiliza-se atualmente 12,5%.

A Mata Atlântica é Reserva da Biosfera pela Unesco e Patrimônio Nacional,  decretado na Constituição Federal de 1988. Segundo estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) quase 72% da população brasileira vive em áreas de Mata Atlântica. Em 2006, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a Lei que regulamenta o uso e a exploração de seus remanescentes florestais e recursos naturais, após tramitar por 14 anos no Congresso Nacional.