Diariamente são produzidos em Palmas, sul do Paraná, mais de 700 kg de lixo reciclável e mais de 25 toneladas de lixo orgânico. Esses foram alguns dos dados informados pela chefe da Divisão de Meio Ambiente da prefeitura municipal, Maria Izabel Farias, durante a programação da Rádio Club AM. Segundo ela, que assumiu a função há cerca de 3 meses, com tamanha produção de lixo no município, é necessária a realização de um trabalho de educação ambiental junto à população palmense.

Conforme ela, a população não realiza a separação correta e com isso, materiais como garrafas pet, plásticos, papelão, entre outros chegam ao aterro sanitário, dificultando o trabalho de classificação do lixo e prejudicando a vida útil do aterro municipal. Salienta que estão sendo realizados trabalhos de vistoria junto ao aterro e também de fiscalização junto à empresa que faz a coleta do lixo.

 

Conforme ela, a divisão está trabalhando no sentido de melhorar o aterro e ampliar a usina de separação, visto que o espaço foi inaugurado em 2005,e desde então, com o aumento na população palmense, houve o aumento na produção de resíduos e o aterro já não está suportando o volume de lixo que é coletado todos os dias.Informou que já foi desenvolvido, juntamente com o Departamento de Infraestrutura e Urbanismo, o projeto para ampliação do aterro.

Destaca que para haver a conscientização da importância da separação do lixo, deve haver um trabalho de educação ambiental junto às escolas. Com isso, a Divisão de Meio Ambiente está reativando os clubinhos ecológicos, organizando palestras  e distribuindo materiais informativos nas escolas.

Segundo Farias, em parceria com o Provopar estadual, está sendo realizado um trabalho, no sentido de organizar os agentes ambientais, popularmente conhecidos como  “carrinheiros”. Informou que a administração municipal terá a responsabilidade de locar um barracão e o Provopar irá providenciar todo o maquinário e apoio técnico, para que seja formada uma associação de carrinheiros.

Outra situação apresentada pela chefe da Divisão de Meio Ambiente, é com relação ao rio Lageado, que corta o centro da cidade, onde foi constatado mau cheiro e um grande volume de lixo. Conforme ela, constantemente são recebidas denúncias de moradores que jogam lixo das janelas de seus apartamentos para dentro do rio. Disse que em algumas localidades onde não há rede de esgoto, a população tem despejado dejetos no Lageado. Informou que a Sanepar está realizando um trabalho de fiscalização ao longo do rio, fazendo o levantamento das residências que realizam esta prática, que é caracterizada como crime ambiental.

Informou que há também um projeto, juntamente com outro departamentos para a revitalização da lagoa da Hípica e do Parque da Gruta. Entre outras iniciativas está sendo organizado, para o final do ano, a realização de um seminário voltado à temática dos resíduos sólidos.