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Fotos:Miranda/RBJ

Quem cruza pelas ruas Padre Aquiles Saporiti e Orvalina Oliveira Melo não pode deixar de notar o amarelo que tomou conta da paisagem. No meio de uma das áreas mais movimentadas de Palmas, Sul do Paraná, uma plantação de girassóis toma conta de uma extensa área.

A ideia foi da mobilizadora do Sindicato Rural, Lucimara Hazt. O local pertence à entidade e é utilizado para a aplicação de práticas agrícolas, através dos cursos oferecidos pelo Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural).

No entanto, percebendo a terra nua, surgiu a ideia, encampada também pela direção do Sindicato, que realizou o plantio. Imagens da nova paisagem circulam pelas redes sociais, com ênfase para a beleza do cenário.

Esse exemplo pode contribuir para dar uma finalidade a diversos terrenos baldios da cidade, muitos dos quais hoje sem qualquer utilidade, podem tornar-se fontes de vida, contribuindo para a procriação de abelhas, as pequenas polinizadoras ameaçadas de extinção.

Muito além de fabricar mel, as abelhas são responsáveis pela polinização, que é o transporte de pólen de uma flor para outra. Através do trabalho delas é que frutos e sementes se desenvolvem. Claro que outros insetos, como as borboletas também podem polinizar, mas  as abelhas “nasceram para isso”, isso porque são mais rápidas, conseguem voar em ziguezague e, após um tempo com a colônia instalada em certo local, consegue saber qual o melhor horário para coletar pólen, associando a intensidade da luz do dia com as plantas que se encontram próximo da colmeia.

Segundo estudiosos, sem as abelhas, não perderíamos só o mel e os produtos agrícolas. A produção de animais para consumo sofreria grandes perdas, já que estes animais são herbívoros. A vida selvagem de uma forma geral também sofreria sem elas: a vegetação seria drasticamente reduzida e, assim, a vida em geral.