A Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Bela Vista, entre os municípios de Verê e São João, no Sudoeste do Estado, começa a tomar um contorno mais claro. As obras alcançaram cerca de 50% no começo de junho e a próxima fase é a construção da barragem na margem direita do Rio Chopim, enquanto a casa de força principal evolui rapidamente.

Para aproveitar o fluxo das águas pela alça do rio que ficará com um trecho de oito quilômetros com vazão reduzida, está sendo instalada uma casa de força complementar para manter o fluxo normal e ininterrupto das águas.

A PCH Bela Vista é um investimento da Copel e terá capacidade para produzir 29 megawatts (MW) a partir de uma queda estratégica de cerca de 15,5 metros – o limite de uma PCH é 30 MW. A obra orçada em cerca de R$ 217 milhões vai beneficiar cerca de 100 mil consumidores com energia elétrica. Só no canteiro há atualmente 380 funcionários diretos, mas o total de pessoas envolvidas no projeto ultrapassa 450.

A energia produzida por Bela Vista será encaminhada para o sistema através de uma linha de distribuição de alta-tensão de 138 mil Volts (kV) até a subestação da Copel em Dois Vizinhos, também no Sudoeste. A extensão da nova conexão é de 18 quilômetros.

A autorização federal para construir e operar a PCH pertence à sociedade de propósito específico (SPE) Bela Vista Geração de Energia S.A. – subsidiária integral da Copel Geração e Transmissão.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior destaca que o investimento é parte de uma série de obras e programas que a Copel tem implementado no Paraná. “Bela Vista é uma obra com baixo impacto ambiental e reforça a geração de energia elétrica no Estado. A Copel parou de fazer investimentos em outros estados e está voltando seus recursos para ampliar as possibilidades de geração de energia, de emprego e renda no Paraná”, afirma. “Geração representa cerca de 60% do escopo da Copel e Bela Vista é mais um ativo importante na nossa rede, como as usinas de Foz de Areia, Segredo e Salto Caxias”, diz o governador.

Roberto Seara, diretor da SPE Bela Vista, afirma que há um novo panorama de geração de energia limpa com as pequenas centrais e que o Paraná tem potencial imenso a ser explorado. “É uma tendência porque nessas obras não há necessidade de grandes desapropriações e o potencial dos rios é preservado”, explica Seara.

O projeto completo ainda prevê uma ponte de 200 metros sobre o Rio Chopim como contrapartida para a comunidade do entorno. “Estamos envolvidos há muitos anos nesse negócio. Temos a expectativa de reforçar a geração de energia no Sudoeste e de aumentar a zona de proteção ambiental em muitas áreas que antes eram formadas por lavouras e pastos com plantio de espécies nativas, além de cumprir o compromisso firmado com a comunidade local de implantar uma ponte rodoviária que soluciona um gargalo logístico de escoamento agrícola entre São João e Verê”, acrescenta Roberto Seara.

Fonte: Assessoria