A população de Palmas, sul do Paraná, está vivendo num clima de idêntico ao do deserto nessa quinta-feira (09), por conta da baixa Umidade Relativa do Ar – URA, que registrou nesta terça menos de 10%, índice considerado pela Organização Mundial de Saúde  como Estado de Emergência, pelos efeitos nocivos à saúde da população.

A URA mede a quantidade de vapor d’agua existente na atmosfera e  conforme explicações do geólogo e pesquisador da área de clima da região de Palmas, Geraldo Barfknecht,  o índice registrado pelo SIMEPAR na tarde de hoje ficou em 8%, idêntico ao deserto do Atacama, localizado ao norte do Chile. Ontem (08) o percentual também abaixo dos 10% e conforme Barfknecht, além de ser uma das piores condições do pais, só ocorreu na região de Palmas, em 1922.

A condição climática está levando as pessoas a buscar atendimento médico, uma vez que os baixos índices causam complicações alérgicas e respiratórias, devido ao ressecamento das mucosas; sangramento de nariz, ressecamento da pele e do cabelo e pelos. A irritação dos olhos é outra característica causada pelo fenômeno. Além dos danos ao organismo humano, especialmente, a taxa de URA provoca aumento do potencial de incêndios em pastagens, lavouras, plantações e florestas.

Com base nos critério da Organização Mundial de Saúde, Palmas,  se encontra no Estado de Emergência e para tanto alguns cuidados são recomendados, tais como: não realizar exercícios físicos e trabalhos ao ar livre entre 10h00 e 16h00; evitar aglomerações de pessoas em recintos fechados; manter com umidade os ambientes internos, principalmente quarto de crianças e hospitais; usar soro fisiológico para olhos e narinas e manter-se em locais protegidos do sol; evitar andar pelas ruas no horário acima descrito.