O Paraná concluiu a primeira fase do levantamento detalhado sobre quantidade e qualidade das florestas e será um dos primeiros estados a entregar o inventário. A previsão é que até 2015 o Paraná tenha todo o diagnóstico das suas florestas. No inventário constam dados florestais das regiões Sudoeste e Sul do Paraná.

Os dados estão sendo apresentados  no 2.º Simpósio Nacional de Inventário Florestal, que começou ontem e reúne até quarta (20), pesquisadores, acadêmicos e representantes dos setores público e privado de todo o país.

Conforme o gerente executivo do Serviço Florestal Brasileiro, Daniel Piotto,  o Paraná é o segundo estado a dar início a produção do inventário, logo após Santa Catarina. A primeira das três fases foi concluída e a meta é concluir as demais fases ainda em 2014

O Inventário Florestal do Estado é executado pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná, em parceria com o Serviço Florestal Brasileiro. O estudo foi incluído como parte do programa Bioclima Paraná e está analisando 550 pontos e uma área total de 4.352.000 metros quadrados de florestas. Os números apontarão a quantidade de espécies nativas e novas espécies, além de possíveis ameaças de extinção.

Na primeira das três fases foram coletados dados de 152 unidades, que somam 1.216.000 metros quadrados de florestas das regiões Centro Sul, Centro Ocidental e Sudeste do Paraná. A segunda fase, que deve ser executada em 2014, analisará 161 pontos no Sudoeste, Centro Oriental e Região Metropolitana de Curitiba. Na terceira fase, também prevista para 2014, o levantamento será no Noroeste, Norte Central, Norte Pioneiro e Oeste, onde serão analisados 237 pontos.

O diretor do Serviço Florestal Brasileiro, Antônio Carlos Hummel, lembrou que 60% do território nacional é coberto por florestas. A meta do Ministério do Meio Ambiente é que todos os estados concluam seus inventários até 2019.

O secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Luiz Eduardo Cheida, afirmou que os inventários vão colaborar na formulação de políticas de conservação, desenvolvimento e uso dos recursos florestais. Segundo ele, com estas informações será possível analisar a influência da biodiversidade na vida dos paranaenses, como uso de plantas para fins medicinais.

O diretor-geral da Secretaria do Meio Ambiente, Antonio Caetano de Paula Júnior, disse que com o fortalecimento da gestão florestal, será possível melhorar o manejo florestal comunitário e familiar, apoiar atividades de fomento ao uso sustentável desses recursos e de recuperação das florestas, contribuir para o cadastro de florestas públicas, além de investir em ações de capacitação para a geração de novas informações.