A partir de denúncia de ilícitos ambientais na Comarca de Palmas, o núcleo de Francisco Beltrão do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco),do Ministério Público do Paraná, denunciou, nesta semana, oito investigados na Operação Contrapartida, que apura crimes contra a administração pública e de lavagem de dinheiro. A ação envolve funcionários públicos do Instituto Ambiental do Paraná(IAP) em Pato Branco, advogados, empresários e proprietários rurais.

Segundo a denúncia ao órgão ministerial, dois funcionários cobravam propina para que multas pela supressão e destruição de floresta e vegetação nativa fossem aplicadas em valores muito menores do que os devidos. O acerto era feito por advogados e um empresário de consultoria ambiental.

Os valores financeiros ilícitos foram ocultados por meio da conta-corrente de pessoa jurídica do ramo supermercadista. Todos, inclusive o sócio-proprietário da empresa, foram denunciados. As investigações continuam em relação aos demais fatos constatados e pessoas envolvidas.

A Operação foi deflagrada no dia 23 de abril.Em entrevista à Rádio Club/RBJ, o promotor de Justiça, Roberto Tonon Junior, coordenador do Núcleo do GAECO de Francisco Beltrão, informou que na ocasião também foram efetuadas duas prisões em flagrante em Palmas, pelo crime de posse ilegal de arma e munições.