Na última semana durante dois dias ocorreu em Brasília na sede da CNA – Confederação Nacional da Agricultura, um encontro para discutir a utilização de agrotóxicos em produtos como legumes, frutas e hortaliças. A falta de pesquisas tem provocado uma série de discussões e colocado muitos produtores como vilões do agronegócio.

Presente ao evento o presidente da Frutipar – Associação Paranaense dos Fruticultores e Coordenador Técnico e Qualidade da ABPM – Associação Brasileira dos Produtores de Maçã, Ivanir Dalagnol, destacou que atualmente no Brasil os chamados Cultivos com Suporte Fitossanitário Insuficiente – CSFI, mais conhecidos como “minor crops” são importantes para colocar o produtor rural na legalidade quanto a utilização de agroquímicos registrados pelos órgãos competentes do Brasil para proteger a saúde do consumidor e do trabalhador rural.

Explicou o produtor de maçãs em Palmas, que como atualmente como não há pesquisas específicas, muitos produtores aplicam defensivos utilizados em outras cultivares para combate às pragas, o que é considerado ilegal pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. “Como os laboratórios registram produtos para culturas com maior espaço e valor no mercado, aquelas com produção menor acabam não sendo atendidas, colocando o produtor numa condição em que precisa produzir, mas fica sem saber o que fazer, explicou Dalagnol.

O assunto foi discutido entre representantes da cadeia de agronegócio: associações e entidades, indústrias, produtores rurais, e teve abertura especial da ANVISA, MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e CNA.

Conforme Dalagnol, durante o encontro uma série de ações já foram determinadas pelo ministério da agricultura para atender a demanda dos produtores brasileiros de legumes, frutas e hortaliças