Amanhã,  21 de Março, é o Dia Internacional das Florestas. Na microrregião de Palmas, há 46 mil hectares de florestas plantadas  e  outros 106 mil hectares de nativas. O Governo Brasileiro pretende aumentar em 20% a área de florestas plantadas até 2030. A indústria madeireira de Palmas, precisará dispor de uma área 540 mil hectares de florestas cultivadas para atender a indústria num período de aproximadamente 15 anos  diante de um consumo anual de 36 mil hectares de árvores.

Novas ações e políticas para o setor e o Plano Nacional de Desenvolvimento das Florestas Plantadas serão discutidas na Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Florestas Plantadas no Ministério da Agricultura, nesta quinta feira (21).Lançado em dezembro, o Plano Nacional possui ações previstas para os próximos dez anos. O objetivo é aumentar em 2 milhões de hectares a área de cultivos comerciais. Atualmente, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a área cultivada chega a 10 milhões de hectares, principalmente com eucalipto, pinus e acácias.

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REGIÃO

A indústria madeireira de Palmas,  é o maior polo de produção e exportação de compensados do pais, responsável por 33% de todo volume vendido ao exterior também tem essa preocupação de expansão. Atualmente  depende de praticamente 50% da matéria prima de outras regiões distantes  até 200 quilômetros, impactando no custo de produção e na competitividade. A projeção é da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente(ABIMCI).

Conforme o estudo, a capacidade instalada das fábricas de compensados de Palmas atualmente é de 47.500 m³ mensais. Isso representa um consumo de 114 mil toneladas de toras todos os meses. Anualmente o volume consumido é de 1,3 milhões de toneladas. Na microrregião, as áreas de florestas somam 44.638 hectares distribuídas nos municípios de Palmas, com 16.461,20 hectares;  Clevelândia, 3.976,10 hectares; Mangueirinha, 4.306,50; Honório Serpa, 1.048 hectares e  Coronel Domingos Soares, com 18.895,10 hectares.

A Abimci, salienta que é necessário desenvolver nesta região projetos voltados para plantio em áreas consideradas improdutivas para outras culturas, mas que podem ser utilizadas para reflorestamentos. Defende que esta iniciativa deve ter maior participação dos atores do setor; das  empresas, dos investidores  e das entidades de representação.

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FLORESTA NATIVA

Mais de 63% da área de mata atlântica do Sudoeste do Paraná está localizada nos municípios que compõem a microrregião de Palmas. Em Clevelândia, Coronel Domingos Soares, Honório Serpa, Mangueirinha e Palmas estão 106,2 mil hectares do bioma, composto por araucárias, imbuia, canela, xaxim, peroba e outras.

O levantamento realizado pelo RBJ é baseado em dados da Fundação SOS Mata Atlântica referentes ao ano de 2015.As informações foram coletadas através de georreferenciamento, numa parceria entre a fundação Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, INPE.

O município de Palmas é o que detém a maior área, 39,6 mil hectares. Em Coronel Domingos Soares, 38,4 mil ha; Mangueirinha, 13,5 mil ha, Clevelândia 9,2 mil ha e Honório Serpa, 5,7 mil ha.

OUTRO LADO

No período, Coronel Domingos foi o 4º município brasileiro que mais derrubou florestas nativas – mais de 16,9 mil ha desmatados. Palmas foi o 22º, com 8,2 mil ha; Mangueirinha o 43º – 5,9 mil ha  e Honório Serpa foi o 92º, com 3,9 mil ha derrubados.