Um caso de crime ambiental registrado na última semana em Francisco Beltrão, motivou uma ação conjunta da Secretaria do Meio Ambiente, IAP (Instituto Ambiental do Paraná) e Sanepar. Após constatada a presença de um produto químico no Rio Lonqueador (afluente do Rio Marrecas), foram realizadas inspeções em vários pontos, visando identificar qual a origem do material e os responsáveis.

Segundo o Diretor da Secretaria do Meio Ambiente, Vilmar Rigo, foram mais de três horas de trabalho, “os técnicos da Sanepar fizeram coleta desse material em vários pontos, que serão encaminhados para análise”. Os resultados devem levar alguns dias, visto que foi solicitada uma análise completa, para detectar o tipo de resíduo.

Dois fiscais estão realizando visitas em várias empresas, onde há a suspeita que possa ser a origem “temos uma suspeita grande, isso já aconteceu há um tempo e conseguimos notificar uma empresa, agora estamos trabalhando novamente em cima disso”, comenta Vilmar.

Os danos ao meio ambiente foram imediatamente perceptíveis, peixes como lambaris, apareceram mortos e houve a decantação do material que ficou no leito do rio. A chuva que ocorreu no mesmo dia, segundo o Diretor, fez com que os danos fossem minimizados, “choveu bastante e isso fez com que houvesse uma limpeza da água, disseminando esse resíduo e espalhando até chegar no Marrecas. Com o volume de água, o material acabou diminuindo o seu poder de contaminação”.

Após a identificação dos responsáveis, que deve ocorrer nos próximos dias, será aberto um processo administrativo e será aguardada a defesa e pronunciamento da empresa. “Na sequência, acontece a verificação da legislação e qual multa será aplicada, mas com certeza serão mais severas do que as normais, pois houve comprovadamente um crime ambiental”, informa.

Confira a entrevista: