Os usuários das rodovias da região poderão participar de ações de proteção da fauna. A iniciativa dos biólogos João Vitor Andriola e Amanda Perin Marcom visa identificar os pontos críticos onde ocorrem os atropelamentos de animais silvestres. A orientação é que se fotografe todos os animais mortos nos trechos entre Clevelândia e Horizonte(BR 153) e nas PRs 449 e 459, entre Palmas e a barragem de Salto Segredo, em Mangueirinha.
Conforme Andriola, infelizmente estas cenas têm se tornado cada vez mais comuns no Sul e Sudoeste paranaense. “Pedimos que sempre que possível, registrem e nos enviem as fotos do exemplar encontrado, junto com as informações de data e o ponto(KM) em que ocorreu” , explicou ele.

Na foto acima, Tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla) atropelado próximo a Clevelândia-PR.

Com o mesmo objetivo a equipe de monitoramento do Núcleo de Gestão Integrada do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) em Palmas realiza a observação de fauna atropelada em aproximadamente 80 quilômetros nos trechos de rodovias pavimentadas – na PRC-280, entre Palmas e Clevelândia, e na SC-155, entre o Rincão Torcido e Abelardo Luz – e dois trechos de estradas rurais, que ficam no entorno da Estação Ecológica da Mata Preta, totalizando 78 quilômetros monitorados. No período de oito anos, contabilizam aproximadamente 1.200 atropelamentos, principalmente de Graxaim, gambá, tatu-galinha e mão-pelada. Também já foram registradas mortes de onças pardas, jaguatiricas e tamanduás, dentre outros.

De acordo com o instituto, as rodovias da região ainda carecem de sinalização adequada em áreas de potencial travessia de animais, destacando que os dados de atropelamentos são levados ao conhecimento dos órgãos responsáveis pela manutenção de rodovias no Paraná e Santa Catarina, para que na medida do possível, possam ser instalados redutores de velocidade e pontos de travessia subterrâneos.